Livros relembram grandes nomes do rock em biografias e edições de luxo

Estadão

29 de novembro de 2012 | 06h30

Marcelo Moreira

Desde 2010 o mercado editorial brasileiro vem aumentando a oferta de títulos de rock nas livrarias, em um nicho que permaneceu anos hibernando. A descoberta de que existe um público ávido e cativo por literatura muscial – e mais especiaficamente no rock – levou a uma verdadeira inundação de títulos, com destaque para “Vida”, da biografia de Keith Richards, dois livros retratando a vida de Mick Jagger e uma badalada biografia do Metallica, escrita pelo renomado jornalista e escritor Mick Wall.

O prato principal dos lançamentos deste final de ano no Brasil é “Luz e Sombra – Conversas com Jimmy Page”, de Brad Tolinski (preço médio R$ 45) , biografia baseada em diversas entrevistas do autor, editor da respeitada revista Guitar World desde 1989, com o guitarrista e líder do Led Zeppelin, realizadas nos últimos 20 anos.

A obra é importante por abrabter toda a carreira de Page e por condensar de forma iteligente e bem editada as principais declarações do músico em mais de 50 anos de carreira, iniciando nos seus primeiros anos como guitarrista na Inglaterra.

Mais do que um retrato de um importante instrumentista do rock, o livro traz passagens obscuras da carreira dele com o Led Zeppelin, mas principalmente informações preciosas a respeito de suas ativ idades como músico de estúdio nos anos 60 – sua guitarra está em álbuns de gente como The Who, The Kinks, Tom Jones e Burt Bacharah, entre outros. Também traz relatos de seus projetos após o fim do quarteto, em 1980, onde ele detalha a formação do Firm, com Paul rodgers, e sua colaboração com David Coverdale. 

Page ainda faz considerações sobre o amigo e concorrente Eric Clapton, e a transcrição de conversas com outro grande amigo, Jeff Beck. E o mais legal, tudo escrito em primeira pessoa, nas próprias palavras do guitarrista.

“Neil Young – A Autobiografia” (preço médio R$ 50)é a tradução de “Waging Heavy Peace”, livro escrito pelo músico canadense onde ele conta a sua vida. Na obra, Neil fala sobre a sua trajetória pessoal e a sua carreira, passando por bandas como Buffalo Springfield, CSNY e Crazy Horse. 

A narrativa não flui tão fácil quando no livro de Keith Richards. Young é prolixo em alguns trechos, divaga em pensamentos filosóficos sobre a vida e sobre ecologia, tema que lhe é caro e que toma bastante tempo de sua agenda desde os anos 80. Entretanto, assim como já tinha feito Eric Clapton, Young abusa da franqueza e da sinceridade, os pontos altos do livro. 

A editora Lafonte preparou um pacote venerável de lamnçamentos de luxo. “Tesouros do Led Zeppelin” (Preço médio R$ 150), escrito por Chris Welch, mostra a trajetória da banda com imagens de época e fac-símiles de impressos raros, em uma uma caixa exclusiva e encadernado em capa dura. Nunca houve nada parecido na literatura musical brasileira.

“40 Anos do Queen” (preço médio R$ 150) foi escrito em dupla pelo guitarrista Brian May e pelo baterista roger Taylor, integrantes que ainda carregam a banda em shows com um novo vocalista. Segue a mesma linha do anterior, fazendo parte da mesma série. A caixa traz 30 souvenirs em fac-símile e um CD com entrevista inédita, de 1977, com a formação original. A editora ainda promete lançar até o final deste ano “Tesouros dos Beatles” e “Tesouros do Nirvana”, no mesmo formato de luxo.

Para fechar o pacote de livros musicais, uma curiosidade que une rock e cinema. “Popcorn”, de Garry Mulholland (preço médio R$ 50), é uma completa compilação de todos os filmes já realizados tendo o rock como tema, desde “The Girl Can’t Help It”, de 1956 (no brasil saiu como “Sabes o que Quero”) até “Telstar: The Joe Meek Story”, de 2009.

A edição brasileira, a cargo da editora Seoman, traz dois prefácios de peso: o músico, radialista e crítico musical Kid Vinil, em um texto bem humorado e divertido, e o especialista Rubens Ewaldo Filho, um dos principais críticos de cinema brasileiros, traçando um panorama contextualizado e rico sobre a relação entre o rock e o cinema e como as duas artes se complementam.

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