Lee Jackson, uma banda de 'milhões', e os bastidores das gravadoras

Estadão

18 de novembro de 2011 | 06h30

Marcelo Moreira

Um produto bastante curioso pode ser encontrado em algumas livrarias e bancas de jornais. “Banda de Milhões”, de Tom Gomes, é um livro que conta a história do grupo de pop rock Lee Jackson, que fez grande sucesso principalmente na década de 70 no Brasil. Mas o que mais chama a atenção é uma frase na contracapa do livro, que informa que os membros da banda e os executivos que os cercavam venderam “mais discos do que os Beatles”…

O livro, na verdade, é uma grande pesquisa a respeito dos bastidores da indústria fonográfica e musical do Brasil.
E ao longo da leitura do livro fica claro que o Lee Jackson nunca vendeu mais do que os Beatles, mas informa que todos os seus cinco integrantes principais se tornaram importantes executivos de gravadoras e que foram responsáveis por grandes lançamentos de artistas brasileiros em todos os gêneros musicais.

Os milhões são tanto os números de discos vendidos a partir do marketing e das ideias desses executivos quanto as cifras astronômicas movimentadas por tais lançamentos.

O Lee Jackson foi formado no começo dos anos 70 por Cláudio Condé, Luiz Carlos Maluly, Marco Bissi, Marcos Maynard e Sérgio Lopes. Fez parte de uma leva de artistas brasileiros que cantavam em inglês porque “era moda”, como Pholhas, Fábio Júnior (que usava o pseudônimo de Mark Davis) e o cantor sertanejo Chrystian, da dupla Chrystian e Ralf. O Lee Jackson teve um grande hit nas paradas brasileiras, a música “Hey Girl”, gravada em 1973.

O livro vale por mostrar sem filtros nem eufemismos como funcionou a fabricação de sucessos nos anos 70, 80 e 90 e quais eram as principais jogadas de marketing e de produção para transformar produtos aparentemente sem grandes pretensões em coisas vendidas aos milhares e aos milhões. É bastante instrutivo e deve ser lido sem preconceitos.

Os integrantes do Lee Jackson realmente se transformaram em grandes executivos, isso é inegável, e são bons no que fazem, goste-se do resultado do que eles produziram ou não.

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