LCD Soundsystem: para recordar o baile punk de James Murphy

Estadão

27 de agosto de 2011 | 07h08

Roberto Nascimento

Quem não presenciou ao vivo a mais influente banda de pós-punk dos anos 2000, perdeu. O LCD Soundsystem de James Murphy pendurou os instrumentos em maio, depois de sete anos, três ótimos discos e centenas de apresentações memoráveis.

Murphy é um mago dos estúdios e seus álbuns sempre se destacaram tanto pela qualidade das canções, quanto pela sonoridade límpida e harmônica dos mixes. Mas ao vivo, a fama de sua trupe não ficava pra trás. A entrega de Murphy era eletrizante, a bateria de Pat Mahoney uma metralhadora de puro suingue, as guitarras de David Scott Stone simétricas e contagiantes.

Mesmo com um som que perdia suas nuances ao vivo, era impossível manter-se parado diante da banda, que veio ao Brasil quatro vezes. Quem não viu pode ouvir no disco London Sessions, lançado aqui esta semana pela EMI.

Trata-se de uma gravação feita em julho de 2010, logo depois de a banda ter se apresentado no festival Glastonburry, para apresentar o excelente último disco This Is Happening. London Sessions passa como um cometa por alguns dos maiores hits da banda, como All My Friends e Daft Punk Is Playing at My House.

O grupo está ensaiadíssimo. Toca com confiança faixas complicadas de serem adaptadas ao formato ao vivo. Ao centro da apresentação está a pulsação metronômica de Mahoney, o motor lubrificado do LCD, que impressiona tanto por sua disciplina rítmica quanto pela resistência. Mas talvez o maior trunfo de London Sessions seja a sonoridade.

Superior à de muitos discos ao vivo, ela também tem a mão de Murphy, que deu um tapa no mix direto dos estúdios da DFA, em Nova York.

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