Lançamentos internacionais: ainda existe quem acredita

Estadão

08 de novembro de 2011 | 06h46

Marcelo Moreira

Por que continuar a investir em CDs e DVDs em uma época onde se paga R$ 1 por uma cópia pirata na rua  ou três por R$ 10? Por que licenciar álbuns que ainda são lançados no exterior quando a tecnologia oferece banda larga fácil de até 50 MB de velocidade no Brasil, possibilitando baixar rapidamente filmes, shows e CDs?

Faço essa pergunta constantemente a diversos empresários que ainda insistem, de forma abnegada, em colocar no mercado brasileiro lançamentos importantes de grandes artistas internacionais que normalmente chegariam por aqui apenas em cópias importadas, diante do descalabro que se tornou o mercado fonográfico e de vídeos musicais no Brasil e no mundo.

Esses empresários ainda insistem que é possível ganhar dinheiro e oferecer produtos de qualidade mesmo em um mundo que valoriza cada vez menos o produto cultural. Por quanto tempo será possível manter esse mercado, mesmo que ainda restrito?

Ninguém arrisca previsões, mas fica claro que todos os que ainda investem em bandas nacionais e licenciamentos de lançamentos internacionais acreditam que existe mercado para quem gosta de CD e DVDs originais e que a sobrevida para as mídias físicas.

Por conta disso, o Combate Rock inaugura hoje uma série de textos mostrando quais são os princiapis selos que permanecem no mercado e que abastecem as lojas que vendem CDs e DVDs com produtos de qualidade a preços de realidade brasileira, facilitando a vida de quem teria obrigatoriamente de importar, muitas vezes pagando preços mais altos, fora o frete.

Não é o caso de entrar em detalhes sobre as formar de comprar em lojas virtuais do exterior com preços às vezes mais em conta do que os cobrados em lojas da Galeria do Rock, por exemplo. Este tema será objeto futuramente de uma análise um pouco mais detalhada.

Trata-se aqui de louvar selos e gravadoras que ainda vislumbram espaço em um mercado para CDs e DVDs e que facilitam o acesso a lançamentos que de outra maneira não chegariam ao Brasil por conta do desinteresse das outroras grandes gravadoras.

Mostraremos aqui as novidades que empresas de porte grande, como a Som Livre, estão trazendo para este fim de ano. A empresa que pertence à Rede Globo surpreendeu a todos e vai colocar no mercado, por exemplo, em edições nacionais, os dois álbuns do Black Country Communion (grupo que conta com Joe Bonamassa e Glenn Hughes), mais o DVD recém-lançado “Live Over Europe”.

Não bastasse isso, também lançará no Brasil o último álbum do ótimo guitarrista de blues rock norte-americano Joe Bonamassa, “Dust Bowl”, além do CD e DVD “Live at the Royal Albert Hall”.

Outra emrpesa tradicional deste mercado é a Laser Company, que há 2o anos traz ao Brasil o que é hpa de mais pesado e extremo no heavy metal, além do apoio ao metal nacional, como no caso do Almah, excelente banda liderada por Edu Falaschi, que canta no Angra também.

Vamos mostrar a luta de duas lojas da Galeria do Rock que se tornaram respeitados selos musicais, como a Die Hard e a Hellion, assim como a Shinigami Records, especializada em rock mais pesado.

Também daremos destaque ao interessante catálogo da carioca Coqueiro Verde, gerenciada por um dos filhos de Erasmo Carlos, que tem um catálogo diversificado e eclético, mas com bastante coisa boa na área do rock internacional.

Louvemos quem ainda acredita em produtos culturais com valor agregado, seja em meios físicos ou digitais.

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