Korzus: 30 anos de fúria e peso – parte 3 – final

Estadão

18 de maio de 2013 | 22h07

do site Wikimetal

 

(DS): Puta British Steel, junto com Reign In Blood, junto com Bonded By Blood do Exodus, junto com Number Of The Beast, meu uma porrada, é foda, é difícil.

W (DD): Para quem toca guitarra eu fico pensando, o solo do Painkiller é um negócio inacreditável, o começo do solo.

(AA): Aquele CD é sensacional em todos os aspectos assim, vocal, batera, revolucionário né?

W (DD): É muito legal. E o Judas é a base e eles pararam com aquela turnê do Nostradamus para fazer a turnê do British Steel e agora anunciaram a aposentadoria e eu espero que eles passem por aqui porque é a última turnê do Judas se eles vieram para cá vai tá a comunidade Metal inteira assistindo.

(AA): Puta tem que ir.

(DS): Show do Judas é do caralho, eu vi o primeiro show do Judas no Rock In Rio 2, puta que pariu, quando o Halford entra com a moto é masturbação mental ali na hora, você passa mal, é do caralho.

(AA): O cara é o cara.

W (DD): Muito bom, vamos ouvir então um pouco mais de Judas é isso?

(DS): Desce porrada aí.

W (DD): Bom isso aí foi Judas mais uma porrada escolhida pelos nossos amigos do Korzus e o que vocês estavam falando agora né que banda internacional vem aqui sold out todos os shows. Metallica tem que abrir segundo show, que nem você falou 80 mil pessoas em uma noite, 60 mil na outra quer dizer tem público e os espaços…

(DS): E nem 10 % desse público vai no teu show, podia ser 8 mil pessoas cara eu ia tá feliz ia tá porra, ia pagar minha conta do mês, sem tem que ficar estressado, pintando cenário para todo mundo, fazendo desenho, aerografando, porra, é sério cara.

(AA): É o mais estranho é que você sabe que todas essas 80 mil pessoas conhecem a gente.

(DS): Conhecem, cara eu tava lá no show do Metallica, fazia roda de cara em mim o cara do Korzus e eu “Puta, caralho, ó os cara” tudo bem não é que eu tô sem graça, legal a pagação de sapo, mas os caras assim pagando um pau cara, porra meu compra meu CD e vai no show filho da puta pára de pagar pau aqui para mim.

W (DD): Toda vez a gente tá falando assim bicho, compra música, você quer conhecer a banda, faz download para conhecer, no site do Korzus você pode ouvir o CD, mas gostou compra, não quer comprar o CD, então compra a camiseta, vai no show, ajuda essa banda porque essa banda não vai viver de graça.

(AA): É porque velho, a grande verdade é que as vendas do CD fazem uma diferença grande na carreira da banda cara, então tudo fica mais fácil se você vende bem.

(DS): Ele falou eu vi o clipe novo de vocês. A gente pegou todo o dinheiro e investiu. Vamos fazer um clipe foda? Vamô! Vamos fazer um disco foda? Vamô! Vamos pagar capa boa lá do cara? Vamô!

W (DD): Que é o que ele falou do planejamento, visão empresarial da banda.

(AA): Visão empresarial da banda. Planejamento é assim, quem tá de fora é assim, dificilmente tem noção da quantidade de investimento que é feito, da quantidade de esforço que é desprendido para você ter um clipe legal online.

W (RM): É uma loucura que vai além da composição, não basta fazer uma puta música boa.

(DS): Não adianta você tocar pra caralho.

(AA): Essa é uma visão, que quem tem essa visão é quem toca no quarto, é quem não tem, nunca teve uma banda, não sabe como é o mercado musical que é pô, selvagem.

(DS): Monte de moleque que toca, toca bem não sei o quê no quarto, quando ele vai para o mundo real, de tocar no boteco, comer pão com mortadela, tomar KiSuco…

(AA): Fazer um show sem retorno.

(DS): Cerveja quente, tomar chapéu no show. Cadê o cara que fechou o show? Sumiu.

(AA): Cadê a grana?

W (DD): Até de interesse de saber…

(DS): Carregar equipamento, machucar as costas, se fuder.

(AA): Passar 3 dias sem dormir, sem tomar banho.

(DS): Sem tomar banho, que 3 dias? Passa semanas as vezes, meu os caras não não, eles saem do quarto tocando e acha que vai ter todo mundo aos pés.

W (RM): Acha que vai sair estrela né?

(DS): Já vi muita banda aí que começou, “não, porque eu quero a gravação igual a do Angra”. Capa feita pela mina que fez a do Angra. Eu quero o cenário que você faz igual ao dos caras. Pô, não faz isso, você não vai usar cara. A gente tá dando um toque, eu não sou filha da puta. Eu falo para os caras faz um pano gigante, faz um pequeninho que você pode tocar no boteco, num festival, se for para um grande aí você pensa em investir num “bagulho” grande. Meu os caras já sonham que eles vão sair detonando. Aí os caras “Ah a gente abriu o show lá da banda grande e ninguém aplaudiu”. Mano você tem que tocar no boteco mil vezes, ralar, se fuder para daí chegar ali, cara. Se você pular tudo isso e chegar lá aí você não tem essa experiência. O que vai acontecer? Você vai subir lá e vai ficar abanando, tocando. Pode até tocar bem, mas você não tem feeling, não tem nada.

W (RM): E a galera não vai nem conhecer, vai querer que você passe rápido para chegar a banda.

W (DD): Muito do que você falou também na ideia de que sabe não de um estilo de Metal que tem essa segmentação, aqui no Brasil, meio ridícula. Metal é Metal desde anos 70, Hard Rock.

(DS): Desde Elvis.

W (DD): Isso mesmo.

(AA): Você vai nos grandes festivais lá na Europa, nego que vê o show do Ektomorf, vê o show do Angra.

W (DD): É isso mesmo. E aí a cena fica muito mais forte. A gente não tem volume para ficar segmentando desse jeito, porque daí fica pouquinha gente em cada um dos segmentos e nenhum deles gera volume, não gera dinheiro, não gera espaço.

(AA): E é uma coisa que é uma visão, por exemplo, na Europa e no primeiro mundo ela já é bem mais forte do que aqui no Brasil. É a visão de que os fãs têm de que eles são também responsáveis pela carreira da banda e de que eles podem ajudar na carreira da banda. Então, por exemplo, merchandising lá fora vende.

W (DD): É tipo time de futebol. É tipo torcida para a banda.

(AA): Não é que nem aqui. Aqui se você vende 10 camisas no show é um milagre.

(DS): Meu a gente tocou em Brasília, festival Open Air da Petrobrás, de graça a entrada, um monte de banda. Se eu te falar que a gente vendeu 1 camiseta? Uma!!!

(DS): Não pagou a pessoa que vendeu a camiseta.

(AA): Não mais isso aí é uma coisa cultural. Isso é uma coisa cultural brasileira.

(DS): Daí a gente vai tocar no interior aqui São Paulo, Itapira, 250 moleques, porra vendeu 50 camisetas cara. Caralho!

(AA): Por isso se vai tocar lá na Europa, todo dia vende 20, 30.

(DS): Todo dia.

W (DD): E isso gera dinheiro né?

(AA): Pô isso gera capital.

(DS): Pô a gente até ouviu umas histórias de bandas que a gente acha que são grandes e que pagam para entrar nas turnês e pagam bem que ela é cara. Daí os caras gastaram uma grana pra entrar na turnê do Big Four até. Acabou a turnê mano, os caras pagaram a turnê e voltaram tudo cheio de dinheiro de tanta camiseta que vendeu.

(AA): É porque assim meu, o público lá vê a tua banda tocar e pensa assim “Porra, gostei, a banda é foda, vou lá comprar uma camisa”.

(DS): Porque eu sei que essa grana vai ajudar os caras. Ele não tá comprando a camiseta para ajudar o fabricante da camiseta, tá ajudando a banda.

(AA): Claro.

(DS): É o CD, é a banda.

W (DD): É um pouco, em inglês tem uma palavra que chama support que é no sentido de ajudar, que aqui no Brasil tem o conceito com o time de futebol que você compra a camiseta, que você quer ajudar a suportar o time e com as bandas nacionais isso não acontece, uma pena.

(AA): Transferir o mesmo conceito de futebol para música.

W (DD): Você torce pela banda, você que ajudar a banda.

(AA): O fã é um torcedor ou deveria ser.

W (DD): É isso aí.

(AA): Eu pelo menos torço pelas bandas que eu gosto, quero ver elas enormes.

W (DD): Bom, a gente tá terminando esse programa que foi como eu disse no começo uma honra ter vocês. O Faustão fala assim que quem vai lá vira sócio, ele falava no Perdidos na Noite né “Ah virou sócio do programa” eu espero que vocês realmente virem sócios do Wikimetal, que vocês voltem depois para contar como foi a turnê de vocês.

(DS): Convidando estamos aí.

W (DD): Com certeza. Vamos manter contato. Korzus agora um monte de shows na Europa, depois tem show em Santa Catarina já e depois outros shows.

(DS): Interior também aqui.

W (DD): Pessoal pode ficar ligado no site korzus.com.br para saber todas as notícias do Korzus.

(AA): Twitter também que é Korzus Official com 2 “F”s.

W (DD): Korzus Official com 2 “F”s para não ter erro. Facebook?

(AA): Facebook – Korzus Brasil no facebook. Myspace.com/Korzus.

(DS): Tem até fotolog que a molecada nem mais usa, mas tem. Tudo o que você quiser.

(AA): TwitPic. E ai tem a comunidade no Orkut também que tem uns 8 mil membros aí e tal, comunidade legal.

W (RM): E o site é muito bacana né? Tudo, tudo. Primeiro você entra no site já começa Discipline Of Hate e as imagens.

W (DD): Ah isso que eu ia falar o site foi montado em cima da capa do disco né? E é muito legal que você vai navegando e na verdade ele rola a tela pra baixo, eu achei muito legal essa ideia porque você sempre tá vendo aquela imagem que é maravilhosa que é a capa do disco de vocês. Não só o cuidado com o visual mas o som ficou muito bom.

W (RM): E aqui no canto superior esquerdo tem a turnê né? Dos dias, aonde são. Isso é muito bom.

(AA): Tem, tem tudo.

W (DD): Pra fechar então o programa de hoje de novo, muito obrigado pela presença de vocês, nota 10! Muito obrigada.

(DS): Valeu meu irmão.

(AA): Obrigado vocês.

W (DD): E o que Discipline Of Rate ou Truth? O que vocês querem?

(DS): Fica a gosto de vocês.

W (DD): Rafael escolhe aí.

W (RM): A gosto da gente, vamos tocar as duas então.

W (DD): Então tá bom.

(DS): Isso aí! Desce porrada.

(AA): Toca as duas, melhor ainda.

(DS): Pô foi um prazer encontrar vocês que pô, são das antigas também. Fazem parte da história do Metal, mesmo não tando no palco, vocês estavam no palco escondidos atrás dos amplificadores.

W (DD): É isso aí, correndo atrás de cabo que tava enrolado.

W (RM): E tomando muita bronca se não desse certo.

W (DD): Desmontando aqueles panos gigantes depois do show.

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