Korzus: 30 anos de fúria e peso – parte 2

Estadão

18 de maio de 2013 | 05h06

do site Wikimetal

 

Antonio Araújo

 

W (DD): Muito bom! Legal. E agora falando do mundo inteiro que vocês estão falando, malas prontas né?
Domingo vocês vão viajar?

(AA): Domingo, nove horas da noite tamô partindo.

(DS): Palhetas afiadas.

W (DD): E aí, turnê na Europa?

(DS): Sim.

W (DD): 4 países? Como é que é?

(DS): 4 países, a gente falou Áustria, Alemanha a maioria né? Bélgica e Suíça.

W (DD): E como é que tá a expectativa? Que vocês tem ouvido falar?

(DS): Olha tá acho que acima da média até viu, porque a gente já soube que dois shows estão sold out e a gente não tá indo como uma banda de abertura. A gente tá indo como co-headliner tendo direito de usar 100 % de luz, 100 % de som.

(AA): Dessa vez vamos dividir o backline com a banda principal, vamos usar o mesmo backline.

(DS): O Ektomorf que é uma banda da Hungria, a gente ficou muito amigo do vocalista , o Zoltán. Ele participou de uma música aqui do Discipline que chama We Are Just The Same que é uma música que diz que qualquer pessoa em qualquer canto do mundo é igual cara. Isso quer dizer, a gente quis dizer, os headbangers né? Dentro do nosso estilo, mas é um negócio que engloba todo mundo, é um pensamento também desse cara, dessa banda por ele ser cigano, então ele falou na Europa é um cara muito discriminado.

(AA): Na Hungria principalmente.

(DS): Na Hungria então o cara conseguiu crescer graças a banda, ganhar o respeito dele tal. Então o cara falou “Pô velho” ele se identificou muito com a gente aqui no Brasil, a nossa receptividade né?

(AA): Sem falar que o cara adora Metal brasileiro.

(DS): Adora Metal brasileiro. Bom, vamos falar, o cara é fã número um de Sepultura e do Max Cavalera.

(AA): Se você vê, se você ouvir Ektomorf você vê que tem influência do Soulfly.

(DS): É uma influência total do Soulfly e do Sepultura.

W (DD): Que legal. Você comentou negócio das bandas dos anos 70. Heavy Metal começou com a base com o Judas, Iron Maiden essas coisas todas. Quando você põe no shuffle, assim num randômico do seu MP3 player para ficar ouvindo músicas quaisquer, quando cai uma música assim de Heavy Metal das antigas que você fala assim “Puta essa música eu não consigo parar de agitar”. Que música é essa? Que música que realmente você fala assim “Essa música…”

(DS): É sacanagem, ter uma? É difícil. Eu tenho no mínimo umas 100 que eu ouço.

(AA): Se tiver no MP3, todas né?

W (DD): Mas fala assim, a que vem na cabeça, a primeira? Não precisa ser a melhor.

(DS): Pô é eu vou te falar: é até uma música que eu gostaria de ter composto porra.

W (DD): Qual que é?

(DS): Porra eu ouço Breaking The Law, caiu a casa mano, não tem aonde você esteja que você não vai bangear, vai tocar um air guitar, porra o que eu toquei de air guitar com essa música no meu quarto quando eu era moleque.

W (DD): Excelente! Mandou muito bem. Breaking The Law, Judas Priest.

(DS): Isso aí.

W (RM): Bom agora depois dessa dica do Dick do Breaking The Law eu quero contar uma história, pena o Pompeu não tá aqui. Em 2003 mais ou menos, eu tinha uma banda, aí terminei o ensaio eu e o vocalista a gente foi beber. Ficamos no bar até fechar, depois fomos para um outro bar, um boteco véio assim na avenida Santo Amaro, aí eu olho e tem um cara tomando ali, conversando com o balconista eu falei “Puta esse cara é o Pompeu né, do Korzus”, falei “Ele não vai lembrar de mim da viagem com o Viper nem a pau” eu já tinha envelhecido tal, vou lá pagar de tiete, cheguei e falei “Pô Marcelo Pompeu eu gosto do Korzus”, ele falou “Porra que bom!” não sei o que, “Pô acompanho o Korzus desde o começo, SP Metal” ele falou assim “Meu vem aqui, cê tá com o carro aí?” eu falei “Tô tô tô” “Tem toca CD no seu carro?” eu falei “Tem” ele falou “Eu to com a master do próximo CD do Korzus” eu falei “não”. Do Ties Of Blood. Daí depois quando esse disco, porque assim explodiu né, agora vai ser superado pelo Discipline porque realmente o Discipline é muito muito bom, mas eu achei o melhor disco do Korzus até esse e eu ouvi tipo…

W (DD): Antes de todo mundo.

W (RM): Antes de todo mundo.

(DS): Pô, legal cara.

W (RM): E os 3 bêbados, eu o vocalista da minha banda e o Pompeu, abriu as portas do carro e colocou eu falei “Que que é isso” ele falou “É isso é Korzus” todo orgulhoso falei “Pô que bom”. Eu contei essa história para o Dany e ele falou “não acredito”.

(DS): Legal porque você teve exclusividade porra. Headbangear de boteco bêbado ainda. Exclusividade! É quem merece ouvir primeiro!

W (RM): Puta eu quase falei “dá mais duas três cervejas pro Pompeu”, falei “eu roubo esse CD para mim”.

W (DD): Deixa aproveitar nessas coisas de exclusividade, uma curiosidade. Vocês são uma Jägerband né? Patrocinado da Jägermeister como é que é isso? Como é que foi esse papo? O que que isso representa? Tem uma coisa curiosa em relação a isso porque eu não conhecia muito a bebida né e eu pelo meu trabalho eu vou para os Estados Unidos com uma certa regularidade, eu tenho uns amigos meus que moram lá e que quando eu vou lá a gente pega um estúdio eu toco guitarra e a gente tira um som lá só para fazer um barulho.

(DS): Tira um lazer.

W (DD): O American Fuckin’ Number, um abração aí para o Rod, o Carlão, o Rafaelzinho e pro Alexandre. Aí uma vez depois desse ensaio a gente tava num barzinho que tinha do lado do estúdio lá perto de Boston e a gente ficou tomando cerveja e tal e o Rafael que era o tecladista falou assim “ó você conhece Jägermeister?” Eu falei “Não, não conheço”. Vamos pedir um shot e uma rodada para todo mundo.

(DS): Bebida de Headbangear.

W (DD): Bicho, eu fui para o hotel, eu fiquei de ponta cabeça, meu, que que é isso?

(DS): Você vomitou verde ou roxo?

(AA): É que ela é docinha você nem sente quando vê a merda já era.

(DS): É que essa bebida é uma bebida antiga alemã e era uma bebida tradicional, era como se fosse um Undemberg daqui…

(AA): Só que é menos ardida, é mais docinha

(DS): O cara toma como se ele fosse um digestivo né? Daí essa bebida começou a perder muito público e os caras investiram no Metal lá fora, falando a história que começou a rolar lá na Alemanha e Estados Unidos.

W (DD): Isso tem várias bandas que eles são patrocinadas.

(AA): Slayer.

(DS): E eles começaram a patrocinar só banda Metal e Metal porrada, só bacueira memo, só os podreira.

W (DD): Veio o convite?

(DS): É recebemos o convite através do nosso empresário o Gerard ele tinha até o contato com o pessoal da Jägermeister aqui do Brasil e a gente virou a primeira Jägerband brasileira.

W (DD): Que legal! E várias caixas no camarim?

(AA): Já tomamos porre.

(DS): E tem os Jägerfest né? Que são os festivais que a Jägermeister patrocina também lá fora.

W (DD): Que legal!

(DS): Então espero que por ser patrocinado aqui no Brasil, lá fora tenha uma abertura também que não tem nada a ver né? Lá fora lá fora aqui mas…

W (DD): Quem sabe rola né?

(DS): A gente tá trabalhando junto com a marca e é legal que eles estão investindo no Metal.

W (DD): Muito legal! Muito bom! Muito legal! Antônio, escolhe aí qual que é do ipod shuffle lá quando caí assim…

(AA): Você falou Heavy Metal englobando tudo?

W (DD): Pode ser tudo. Que nem o Dick falou muito bem meu Melódico, Power, Thrash tudo é Metal, tudo é uma religião só.

(AA): É isso aí, também acho. Mas eu vou na mesma banda ó.

W (DD): Judas também?

(AA): Vou no Judas, Leather Rebel

W (DD): Puta, Leather Rebel também manda muito muito bem. Muito bom.

W (RM): Não aguentou né?

(AA): Você falou eu fiquei lembrando de um monte de música do Judas aqui.

 

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