Jordan Rudess, do Dream Theater, investe em 'instrumentos' e 'aplicativos' do futuro

Estadão

24 de setembro de 2012 | 17h00

da equipe Combate Rock

Jordan Rudess é o nome da vez no metal progressivo. Com cada vez mais espaço no Dream Theater, ícone do estilo, e vencedor de vários prêmios anuais de melhor tecladista de rock e heavy metal, esteve recentemente no Brasil com sua banda e aproveitou para realizar uma série de workshops. Bem humorado e muito solícito, concedeu uma entrevista exclusiva ao site da Korg Brasil, empresa que representa no país um dos maiores fabricantes de teclados do mundo. Pela relevância do músico e pelas informações interessantes contidas no texto, o Combate Rock reproduz a entrevista:

 1- Para um músico de 55 anos, sua performance continua incrível, parecendo que você é muito mais jovem. Qual o seu segredo?

Esta é uma ótima notícia, obrigado!!! Eu acredito que a música mantém as pessoas jovens de espírito. Às vezes isso também se traduz na forma como a pessoa se aparenta.

2- Você pratica algum tipo de aquecimento ou exercício? Se sim, o que você recomenda como essencial para aqueles que querem manter longevidade como tecladista?

Sim, pratico. O mais importante antes de um show é estar tranqüilo e relaxado. Meus exercícios de alongamento são tão importantes quanto meus estudos no teclado, pois eles garantem que eu estarei aquecido e com flexibilidade para tocar o teclado sem esforço extra!!! Eu trabalho na mesma proporção para manter meus dedos fortes e relaxados!

3- Nós sabemos que muitos tecladistas sofrem por contusões musculares e de tendões. Você já teve algum problema deste tipo, como LER (Lesão por Esforço Repetitivo)?

Eu tive alguns problemas em shows grandes, onde a pressão era realmente alta, mas por sorte isso me serviu de lição e eu acabei aprendendo o que preciso fazer para me manter afastado de problemas!

4- Você é considerado pelos brasileiros como o músico que carrega o legado de grandes músicos como Keith Emerson, Tony Banks e Rick Wakeman, apontados por você como suas principais influências. Como você se sente em relação a isto?

Eu me sinto muito lisonjeado. Esses caras são algumas das minhas principais influências no teclado progressivo!!!

5- Você possui vários trabalhos solo. Qual o seu favorito?

É realmente difícil apontar um favorito porque eu gasto muita energia focando no que eu gravo, me fazendo muito passional em relação a estes trabalhos. Mas ouvi recentemente o arranjo que eu fiz de Tarkus para o álbum “The Road Home” e achei muito legal!

6 – Você também fala sobre a influência de Patrick Moraz, que gravou um álbum em 1976 incluindo percussionistas brasileiros (The Hystory of I). Você sabe algo sobre a música brasileira?

Não muito, embora eu já tenha trabalhado com alguns músicos brasileiros no Paul Winter Consort! Eram guitarristas e percussionistas … Eu sei que a música é brasileira é muito rica e eu estou sempre disposto para conhecer mais!

7 – Você é muito ligado a novas tecnologias, especialmente aplicativos para tablet (iPad). Há algo acontecendo neste cenário que você gostaria de citar, ou que em sua opinião é uma tendência musical?

Minha empresa, a Music Wizdom, está envolvida em fazer o que eu considero ser instrumentos musicais para a próxima geração para esses dispositivos. Eu uso os meus próprios MorphWiz e SampleWiz no palco com o Dream Theater! Eu estou envolvido há muito tempo por formas interessantes e expressivas para usar a tecnologia em prol da música!

8 – Falando em equipamentos, nós vimos em vídeos recentes que você está usando praticamente o KRONOS em suas apresentações. Qual é o papel deste teclado no seu trabalho atual?

Eu uso o Kronos para cerca de 95% das coisa que faço em meu show ao vivo! Este teclado é um tanque de guerra surpreendente.

9 – Hoje, o KRONOS está sendo citado como o limite máximo que uma Workstation pode chegar nos próximos anos em termos de qualidade de som e ferramentas de edição. Que inovações você mais gostou no KRONOS, quais são mais úteis para você na sua atividade?

A melhor coisa sobre isso para mim é o poder de layering e splitting de zonas múltiplas e a capacidade de ir facilmente de um patch para outro. Eu posso estar tocando uma camada maciça de choir, cordas e metais e, em seguida, ter um órgão de rock “matador” misturado com alguns efeitos sonoros malucos, isso tudo com transições suaves e sem interrupções.

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