Jon Anderson é a atração do final de semana em Goiânia

Estadão

09 de dezembro de 2011 | 06h45

Adalto Alves – especial para o Combate Rock

Jon Anderson, vocalista do Yes, apresenta-se no Bolshoi Pub, em Goiânia,amanhã, numa turnê que passou por Florianópolis e Santiago do Chile, e que temina em Porto Alegre (hoje) e São Paulo (dia 13). Sozinho no palco, ele trocará violão e teclados. O repertório é uma panorâmica de mais de 40 anos de carreira em 67 anos de idade (completos em 25 de outubro).

Anderson lançou, este ano, Survival & Other Stories. The Living Tree, com o tecladista Rick Wakeman, foi lançado ano passado. The Living Tree in Concert Part One, ao vivo, saiu em seguida. Eles se conheceram na gravação de Fragile, a primeira obra-prima do Yes, em 1972. A banda surgiu na Inglaterra, em 1968, a partir do encontro de Anderson com Chris Squire (baixo).

Eles formaram o Yes com Peter Banks (guitarra), Bill Bruford (bateria) e Tony Kaye (teclados). O disco de estreia, chamado Yes, é de 1969. The Yes Álbum (1971), com I’ve Seen All Good People, anunciou a decolagem. Que aconteceu com as presenças de Steve Howe (guitarra) e Wakeman em Fragile. A faixa de abertura, Roundabout, é uma das mais executadas na trajetória do Yes.

Close to the Edge (1972), com três longas suítes, transformou o Yes num baluarte do rock progressivo ao lado de Genesis e Pink Floyd. Até Going for the One (1977), a qualidade permaneceu inalterada. As capas dos LPs, desenhadas por Roger Dean, influenciaram o visual do filme Avatar, de James Cameron, e são marcas registradas inconfundíveis.

Anderson ficou no Yes até 1980. Drama, deste ano, conta com os vocais de Trevor Horn. Ele voltou em 1983, quando o Yes lançou 90125, seu maior êxito comercial. Trevor Rabin (guitarra) pode não ser tão exímio quanto Steve Howe, afastado na época, mas entrou para a história do Yes ao criar o riff de Owner of a Lonely Heart. Esta formação esteve no primeiro Rock in Rio, em 1985. Anderson deixou a banda novamente em 1988, depois de Big Generator. Em 1991 lá estava ele de novo. Um caso de amor cheio de rompimentos.

Ele começou a carreira solo em 1976, ainda na fase clássica do Yes, e a intensificou em 1980. Além dos próprios discos, trabalhou com vários artistas. Só com Vangelis foram seis títulos. Colaborou com Bruford, Wakeman e Howe (no ABWH), Tony Levin (baixista do King Crimson), Mike Oldfield (criador de Tubular Bells), Kitaro e Bela Fleck. Com as bandas Shine, Glass Hammer, Toto, Dream Theater e Tangerine Dream. Gravou com Milton Nascimento a faixa Estrelada, em Angelus, de 1994.

Em 2008, o Yes planejou um retorno para comemorar os 40 anos de estrada. Seria a primeira grande turnê em uma década. Mas Anderson, atacado pela asma, foi internado com insuficiência respiratória. A recomendação médica, repouso absoluto por seis meses, impossibilitou sua participação. O canadense Benoit David, da banda cover Close to the Edge, assumiu os microfones. Oliver Wakeman, filho de Rick Wakeman, pilotou os teclados nos shows.

O Yes lançou Fly from Here em 2011, com Benoit David (vocal), Chris Squire (baixo), Steve Howe (guitarra), Geoffrey Downes (teclados) e Alan White (bateria). O disco anterior, Magnification, era de 2001. Na sequência, saiu In the Present – Live from Lyon, ao vivo.

Há rumores de que Anderson vai se juntar ao Yes em abril para uma turnê pelos Estados Unidos. Enquanto isso, ele nos dá o ar da graça num espetáculo intimista. Cheio de prosa. A oportunidade é única. Sim, e rara.

Serviço

Onde: Bolshoi Pub (Av. T-2, esq. c/ R. T-53, Setor Bueno, Goiânia-Go. Tel. 62-3285-6185)

Quando: Sábado, 10 de Dezembro

Horário: 21 horas

Entrada: R$ 100 (antecipados nas lojas American Music. Sujeito a alteração depois das 22h30)

Tudo o que sabemos sobre:

Jon AndersonYes

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.