Insanos, Anthrax e Testament massacram em São Paulo

Estadão

17 de maio de 2013 | 07h00

Marcelo Moreira

Entrar com o jogo ganho é bem mais fácil. E tudo fica ainda melhor quando, mesmo assim, joga-se para ganhar de mais e melhorar a performance. Dois gigantes do heavy metal norte americano Entregaram mais do que o prometido na quarta-feira, 15 de maio, dia de jogo do Corinthians pela Copa Libertadores.

Com o HSBC Brasil quase lotado, Testamente e Anthrax mostraram competência extrema e uma saraivada de hits para derrubar qualquer casa de espetáculos. Peso estrondoso, solos de guitarra de dilacerar cérebros e agitação lá em cima, com todo mundo pilhado.

O Testament não perdeu tempo firulas. Entrou ao palco despejando uma artilharia pesada com “Rise Up”, do mais recente álbum, “Dark Roots of Earth”. Quase 30 anos de experiência nos palcos, além de problemas dos mais variados, colocaram  um desafio ao quinteto: fazer do show, qualquer que fosse, uma imensa celebração.

Máquinas de riffs e usinas de peso, os guitarristas Alex Skolnick e Eric Peterson comandaram o show ao lado do vocalista Chuck Billy, senhor do palco e um mestre de cerimônias elogiável. Era visível que a banda estava curtindo estar ali, e presentou o público com ótimo show. Precisos e entrosados, os guitarristas se permitiram algumas extravagâncias em alguns solos, o que agradou em cheio os espectadores.

Houve quem temesse uma estranheza com o Testament por conta do público do Anthrax, que era maioria. Mesmo agitando bastante, a plateia claramente desconhecia parte do trabalho do grupo, mas foi só surgirem clássicos como  “Into The Pit” e “Practice What You Preach” para que o ambiente mudasse para totalmente frenético e desse suporte para uma grande apresentação. Vale também destacar o mestre Gene Hoglan, um dos mais requisitados bateristas do rock extremo norte-americano.

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Anthrax teve missão dura, e se saiu muito bem (FOTO: DIEGO CAMARA/PUBLICADA ORIGINALMENTE NO SITE WHIPLASH)

Não foi o primeiro show da turnê conjunta, mas estava claro que o Anthrax teria trabalho para superar os amigos da banda de abertura. E já entraram para decidir tudo nos primeiros minutos, ainda que o jogo estivesse ganho. Não pouparam ouvidos e empolgação, com o vocalista Joey Belladona e o guitarrista Scott Ian liderando um massacre sonoro.

Como fazia tempo que o grupo não tocava no Brasil, o quinteto não perdeu tempo e resolveu desfilar um repertório de clássicos: “Among The Living”, “Caught In A Mosh” e “Efilnikufesin (N.F.L.)”, “Indians”, “Madhouse”, “Anti-Social”… do mais recente trabalho, o EP de versões de clássicos do rock, somente a fenomenal “T.N.T.”, do AC/DC.

Os dois shows foram bem curtos, com cerca de 75 minutos cada, mas as bandas compensaram no quesito empolgação e destreza técnica. dois shows de thrash com pegada oitentista, “old school”, mas com timbragem moderna e muito vigor para músicos cinquentões, embora em ótima forma física. Não poderia haver melhor aperitivo para as grandes porradas do segundo semestre – Iron Maiden, Black Sabbath, Slayer, Megadeth…

Lista de músicas:

1. “Rise Up”
2. “More Than Meets The Eye”
3. “Native Blood”
4. “True American Hate”
5. “Dark Roots Of Earth”
6. “Into The Pit”
7. “Practice What You Preach”
8. “The Haunting”
9. “The New Order”
10. “Over The Wall”
11. “D.N.R. (Do Not Resuscitate)”
12. “3 Days In Darkness”
13. “The Formation Of Damnation”

ANTHRAX 

1. “Among The Living”

2. “Caught In A Mosh”
3. “Efilnikufesin (N.F.L.)”
4. “Fight ‘Em ‘Til You Can’t”
5. “March Of The S.O.D.” (S.O.D.)
6. “Hymn 1” /“In The End”
7. “T.N.T.” (AC/DC)
8. “Indians”
9. “Medusa”
10. “Got The Time” (JOE JACKSON)
11. “I Am The Law”

Bis

12. “I’m The Man” /“Raining Blood” (SLAYER)
13. “Madhouse”
14. “Antisocial” (TRUST)

 

 

 

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