Helloween é venerado por plateia lotada

Estadão

22 Setembro 2013 | 20h28

Roberto Nascimento

Em nenhum momento deste Rock in Rio foi uma banda tão venerada ao tocar no Palco Sunset quanto os veteranos do Helloween. Onde nos outros dias havia espaço para circular, ao som da programação de encontros do palco B, neste fim de tarde de domingo havia uma massa em delírio com a apresentação do lendário grupo de power metal alemão, que contou com a presença do antigo guitarrista Kai Hansen.

O banheiro mais próximo estava uma calamidade, com filas serpenteando até o meio do público. Todos os espaços, até os mais distantes do palco, estavam preenchidos por fãs atentos com todas as letras na ponta da língua. O Helloween atacou com Eagle Fly Free, do clássico disco Keeper of the Seven Keys, Pt. 2, de 1988. A banda estava afiada, em forma, no ápice retrô de toda a sua glória metálica oitentista.

A dupla de guitarristas Michael Weikath (que está na banda desde sua formação original, em 1984) e Sascha Gerstner é páreo para uma trinca do metal no nível de Janick Gers, Adrian Smith e Dave Murray, que tocarão mais tarde, no Iron Maiden. O vocalista Andi Deris, que lembra o surrado Mickey Rourke, em O Lutador, comanda a banda sem nostalgia. Deixou claro que o Helloween vive em outros tempos, e seguirá tocando com a força de antigamente, reconstruindo vibratos exagerados, solos mirabolantes e refrões adorados até o fim.

Em seguida, Where the Sinners Go, do álbum 7 Sinners, de 2010, fruto da boa fase recente, foi o estopim para um belo plateau, alcançado e mantido até o fim do show pela banda, deixando claro que, seja Sunset ou Mundo, quando o Helloween toca, o palco é principal.

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