Headline tenta salvar o rock francês

Estadão

16 de outubro de 2010 | 16h39

Marcelo Moreira

O rock francês nunca foi relevante. Dá para contar nos dedos as bandas francesas que conseguiram alguma projeção internacional. Nos anos 70, o Gong chegou a ter repercussão no rock progressivo, mas era uma banda liderada por um asutraliano – Daevid Allen, que estava proibido de entrar na Inglaterra por problemas com drogas e a lei em seu país natal –  e com vários músicos de diversas origens em sua formação.

O Trust é considerada a até hote a melhor banda de hard/heavy rock do país, mas não teve vida longa. É mais famosa por ter abrigado Nicko McBrain, baterista do Iron Maiden, no ccomecinho dos anos 80.

Sobram duas bandas de prog metal que aidna estão na ativa. O Adagio tem maior projeção internacional. É uma banda excelente, ams sofre com a instabilidade em sua formação. O penúltimo vocalista foi o brasileiro Gus Monsanto, hoje no Revolution Renaissance de Timmo Tolkki (ex-Statovarius).

Eu considero a melhor banda francesa que já escutei o Headline, liderada pelo virtuoso Didier Chesneau, guitarrista de ótimos recursos, e da surpreendente vocalista Sylvie Grare, o ponto alto do grupo. O quinteto está em vias de lanar o seu mais novo trabalho após sete anos de silêncio.

O nome provisório do trabalho é “Thru the Headline”, e deve vir um pouco mais progressivo do que o normal, segundo uma entrevista de Chesneau a uma revista francesa recentemente.

A banda quase acabou em meados desta década por conta da falta de apoio de gravadoras. Ainda uma banda pequena, apesar dos três álbuns já lançados e de ter feito turnês europeias importantes, o Headline foi uma das primeiras vítimas da grave crise do mercado fonográfico iniciada em 2005 com a disseminação dos downloads ilegais.

Sem contrato e sem apoio, ficaram sem condições de continuar fazendo mais turnês e de largar seus empregos “normais” para se dedicar à banda. Sylvie Grare e Chesneau conseguiram fazer algumas aparições especiais em shows de bandas de amigos, assim como participações em alguns CDs, mas tiveram de congelar por algum tempo suas atividades.

A discografia é composta por “Escape” (1997), “Escape thru the Lands” (1997, que é uma versão estendida de “Escape” com um CD bônus com versões, demos e músicas inéditas), “Voice in the Present (1999, o melhro trabalho) e “Duality” (2002). Enquanto o novo álbum não vem, procure escutar as belíssimas versões que a banda fez para “High Hopes” (Pink Floyd), “Silent Lucidity” (Queensryche), “Touch of Evil” (Judas Priest) e “Changes” (Yes).

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