Hard blues ganha espaço na Inglaterra

Na trilha da banda australiana Wolfmother, o norte-irlandês The Answer e o inglês The Brew resgatam a veia do hard rock e hard blues do início dos anos 70, mas só que com muito mais peso, na melhor tradição do Cream e do Jimi Hendrix Experience

Estadão

21 de agosto de 2010 | 01h38

Marcelo Moreira

A banda australiana Wolfmother causou furos em 2008 quando estourou em seu país natal fazendo uma mistura de hard rock setentista e blues acelerado. O então trio apostava no peso e na velocidade, mas tudo com bastante melodia, mas sem solos, na linha dos suecos do Hellacopters, extintos em 2005.

Na trilha do Wolfmother apareceram três bandas ainda melhores. The Answer é the Belfast, na Irlanda do Norte, e assume sem nenhum pudor que tenta se ro Led Zeppelin do século XXI. Apesar de copiar descaradamente os ingleses, mostra qualidades ao investir em um som pesado e melódico, bem diferente de tudo o que se encontra hoje por aí. Seu último trabalho é de 2009, “Everyday Demons”.

The Brew resgata a sonoridade do Cream, de Eric Clapton, e do Jimi Hendrix Experience, mais calcado no blues. Esse trio inglês é inusitado, pois é formado pelo baixista e vocalista Tim Smith, por seu filho Kurtis, de 21 anos, na bateria, e pela estrela da banda, o guitarrista e vocalista Jason Barwick, de 20 anos de idade. O trabalho mais recente é “A Million Dead Stars”.

O Back Door Slam é um trio norte-americano mais voltado para o blues tradicional, resvalando de vez em quando no rock, na linha de Jonny Lang, Kenny Wayne Shpeherd, Walter Trout e até mesmo Stevie Ray Vaughan. Das três, é a menos conhecida no Brasil e até mesmo em sua terra natal, mas sua fama está crescendo bastante na Inglaterra.

Sua discografia tem quatro álbuns: “Roll Away (2007)”, “Back Door Slam – EP (2008)”, “Back Door Slam: Live from Bonnaroo (2009)” e “Coming Up For Air (2009)”.

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