Halford: muita dignidade em show pesadíssimo

Estadão

26 de outubro de 2010 | 23h16

Marcelo Moreira

Lendas do rock têm o direito de fazer concessões sem perder a postura e a dignidade. Rob Halford, vocalista do Judas Priest, se permitiu fazer o show que seus fãs queriam no último domingo, no Carioca Club, em Pinheiros, na capital paulista, e ainda assim manteve-se digno como grande artista que é.

Em carreira solo divulgando o novo álbum, “Halford IV – Made of Metal”, enquanto o Judas Priest descansa, Halford cumpriu o que prometeu, com um show muito pesado executado por banda extremamente entrosada, mesclando a carreira solo com músicas do Judas Priest e do Fight. Agradou a todos.

As três primeiras músicas do show foram do álbum “Ressurrection”: a faixa-título que, tem sua introdução tocada em playback, mas é cantada inteiramente de forma bem aguda, o que fez o público agitar muito; “Made In Hell”, mantendo o peso, e “Locked and Loaded”, dando oportunidade para Halford mostrar seus agudos característicos.

Rob Halford em ação no Carioca Club (FOTO: EDUARDO KANECO)

“Drop Out”, a seguinte, foi uma surpresa, pois saiu apenas na coletânea “Metal God Essentials”. “Made of Metal” e “Undisputed” são do novo disco, e até surpreendeu o cantor com a boa receptividade. “Nailed to the Gun”, do Fight, colocou a casa abaixo, enquanto que “Golgotha”, do álbum “Crucible”, manteve o pique.

Do Judas Priest vieram “Green Manalishi” (esta na verdade uma versão para um sucesso dos anos 60 do Fleetwood Mac), do, “Diamonds and Rust” (versão elétrica e não a acústica que o Judas tem apresentado, e que é um original de Joan Baez) e “Jawbreaker”.

Outras músicas da carreira solo foram tocadas, mas nada que comprometesse uma apresentação irrepreensível de um dos gênios do metal.

Mais conteúdo sobre:

HalfordJudas PriestRob Halford