Green Day: fôlego de trilogia começa a acabar na segunda parte

Estadão

18 de dezembro de 2012 | 12h00

Marcelo Moreira

Após o sucesso estrondoso na década de 90, o Green Day resolveu que tinha de ser levado a sério. Billie Joe Armstrong, o vocalista e guitarrista, além de principal compositor, não se conformava com os rótulos aplicados ao trio – “poppy punk”, “bubblegum punk” e outros adjetivos que infantilizavam seu trabalho.

E ele mostrou que não estava brincando: “American Idiot” (2004) e “21st Century Breakdown” (2009), conceituais e bem produzidos, deixaram claro que o trio tinha algo mais a dizer e mostraram uma banda mais madura e em evolução.
Armstrong resolveu subir a aposta e a banda decidiu lançar três CDs em apenas sete meses.

“Dos!” é o segundo (já tinha sido lançado no exterior no mês passado) e já demonstra que a meta era ambiciosa demais, ou seja, o fôlego não é o mesmo de “Uno!”. As músicas estão mais simples e diretas, mas menos ambiciosas.

Se a primeira parte da trilogia trazia um trio renovado e com sede de estúdio e palco, o novo trabalho soa como uma continuação menos inspirada, mas com boas ideias, como “Wild One”, “Nightlife” e “Makeout Party”, com nítidas influências de bandas de garagem dos anos 60.

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