Grave Digger conta a história da Grécia Antiga em novo álbum

Estadão

26 de setembro de 2012 | 17h00

A banda alemã Grave Digger está lançando o seu mais novo álbum, “Clash of the Titans”. O vocalista Chris Boltendahl concedeu uma entrevista exclusiva ao site Grave Digger Brasil, realizada por Pedro Alonso. Leia a seguir:

O que o motivou a fazer um álbum conceitual sobre a Grécia Antiga agora, é pelas razões econômicas?
Desde a infância eu era um grande fã dos mitos e lendas da Grécia antiga. Eu sempre girava em torno desta idéia de fazer um álbum.
 
De onde você tirou a inspiração?
Conheço bem a maioria das histórias, porque li muito sobre isso. Juntei meu próprio conhecimento com muita pesquisa na Internet. Eu também viajei para a Grécia muitas vezes nos últimos 30 anos.
 
A mitologia e fantasia pode ser uma válvula para escape para crise atual?
É claro, precisamos de algo completamente oposto da vida real. Oferecemos às pessoas a oportunidade de entrar em um tipo de filme ou dormir por uma hora enquanto ouve sua música favorita.
 
Que fase do Grave Digger  poderia comparar “Clash Of The Gods” ?
A primeira, que soa 120% metal, mas também incluímos novas influências. Temos detalhes de nossas raízes nos anos setenta com sons de teclado, etc. Por outro lado, enfatiza o envolvimento de Axel Ritt, que é um grande fã de Ritchie Blackmore, John Sykes, etc.
 
 
Você manteve a mesma dinâmica de gravação?
As gravações foram feitas no Principal Studio, onde foram registrados todos os nossos álbuns desde “Heart Of The Darkness”, de 1995. Na verdade, este é o décimo álbum gravado lá. Trabalhar com as mesmas pessoas é como voltar para casa com a família.
 
Por que o guitarrista Manni Schmidt e Thilo Hermann saíram em 2009?
Thilo foi porque o resto da banda teve problemas pessoais com ele, o que é evidente em Ballads Of Hangman  e concordamos que ele deveria deixar o grupo. Para mim, foi uma pena, porque eu me dou muito bem com Thilo, eu acho um grande cara, e um ótimo guitarrista. Então veio o problema com Manni, mas era algo que se arrastava por três ou quatro anos. Foram motivos pessoais e musicais. É um grande guitarrista, mas não estava 100%  envolvido. Quando  tocava no Rage era muito mais progressivo e, em seguida, levou uma eternidade para tocar o material do Grave Digger. Ele era muito bom, mas não colocava 100% de seu coração.
 
Por que você decidiu a Axel Ritt como novo guitarrista?
O conhecia a pelo menos 20 anos. Quando Manni se foi, e tínhamos alguns compromissos pendentes, me lembrei de Axell. Eu o chamei para fazer alguns shows com a gente e ele aceitou. Funcionou muito bem, trouxe riffs para o novo CD e decidimos fixa-lo na banda. Até agora, ele colocou sua banda de lado, Domain, para se concentrar no Grave Digger.
 
 
 
O álbum saiu no final de agosto, mas fizeram alguns shows neste verão (Europeu).

Sim, nós tocamos em alguns pequenos festivais. No ano passado, realizamos 65 shows em toda a Europa, incluindo a Rússia e o Brasil. Este ano queremos tocar um pouco menos. A turnê do disco começa em janeiro de 2013.
 
Já tem detalhes dessa turnê?
Sim, a turnê será chamada de “German Metal Attack 2013” e nos acompanharão três bandas: Wizard, Majesty e Gun Barrel. Nós ainda estamos trabalhando nos países que vamos tocar.
 
Grave Digger teve três grandes etapas: os anos oitenta quando fazia parte da explosão do heavy metal na Alemanha, a segunda com o boom power metal na década de noventa e a terceira e mais atual em que a banda tem lançado álbuns constantes.
Foram tempos muito diferentes, tanto internamente, porque tínhamos vários guitarristas, como no cenário global. Tivemos experiências muito variadas, mas nunca deixamos de acreditar no heavy metal. Isso nos manteve vivos e agora estamos tão forte como na década de oitenta ou noventa.
 
Hansi Kürsch chegou a cantar ao vivo com você. Qual a relação que você tem com o Blind Guardian?
Nós somos bons amigos, fazemos parte da mesma agencia e nos conhecemos há muitos anos. Mas também temos muito respeito por outras bandas como Helloween e Gamma Ray.
 
O que você gosta e o que você odeia no heavy metal?
Eu não odeio nada no Heavy Metal, ha, ha … É a música mais crua e poderosa. Você pode canalizar sua agressividade da maneira certa. O que mais gosto é de tocar ao vivo e ver o rosto de emoção dos fãs nas primeiras filas.
 
 

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