Golpe de Estado volta revigorado e mais forte

Estadão

07 de novembro de 2012 | 07h00

Marcelo Moreira

O rock nacional ainda precisa do Golpe do Estado? Ninguém perguntou ao quarteto paulistano de hard rock, e os músicos não se preocuparam em responder. No ano em que a banda finalmente resolveu comemorar os 25 anos do lançamento do primeiro álbum, autointitulado (com atraso, pois o lançamento é de 1986), o grupo ressuscita com um trabalho com músicas inéditas oito anos depois sem lançar nada.

Esperava-se um trabalho datado, embolorado e nostálgico vai se surpreender. A nostalgia está lá, assim como o bom humor e a alegria de gravar. E essa é a maior característica de “Direto do Fronte”: é um disco muito animado, com guitarras bem mais pesadas do que se vê em qualquer banda do chamado rock nacional.

“Decidimos em boa hora gravar esse trabalho. dois novos integrantes deram um gás novo e mais ideias interessantes. Conseguimos manter o estilo Golpe de Estado e ainda estamos soando mais ‘frescos’ e arejados”, comemora o guitarrista Hélcio Aguirra, um dos fundadores, ao comentar as entradas de Dino Linardi (vocal) e Robby Pontes (bateria).

FOTO: EDU GUIMARÃES.

Ouvindo canções como “Falo Que Não Ouço”, “Marymoon”, “Feira do Rato” (com ótima letra e interpretação vocal contagiante) e “Gente Pirata” é de se perguntar porque tal bom humor desapareceu na música pop nacional. O novo vocalista, Dino Linardi, não se preocupou em deixar de soar como o ícone Catalau, o primeiro vocalista. Decisão acertada, pois deixou o álbum com cara de Golpe de Estado.

“Não foi intencional que Dino mostrasse algo parecido com o ex-vocalista. O legal, contudo, é que ele caiu de cabeça no trabalho e fez um trabalho admirável. Ele tem carisma, feeling e muita informação, sabe tudo sobre o passado do Golpe. Um profissional comprometido e que nos empurra”, diz Aguirra.

A agenda de shows começa a ficar lotada e o grupo começa a pensar em uma turnê e, mais para frente, nas comemorações dos 30 anos do grupo, entre 2014 e 2015.

“O apoio da Substancial Music é fundamental neste momento para que possaos estruturar qualquer plano em 2013. Nosso álbum é a melhor resposta para quem acredita não haver espaço para o bom rock nacional no mercado atual”, afirma o guitarrista.

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