Golpe de Estado transforma parque de São Bernardo em casa do rock

Estadão

01 de agosto de 2013 | 17h00

Marcelo Moreira

O Golpe de Estado foi o grande beneficiado pelo sol durante o projeto Salvador Arena, com apoio do Sesc, em São Bernardo do Campo (ABC, na Grande São Paulo). A banda de hard rock paulistana lotou o auditório do parque de mesmo nome, no bairro de Rudge Ramos, com um show curto, mas energético, baseado no repertório dos shows de suporte de divulgação do CD “Direto do Fronte”, lançado no fim de 2012.

O evento gratuito atraiu muitas crianças, o que já tinha se repetido três semanas antes no ótimo show do Blues Etílicos no mesmo lugar, só que com menos gente por conta do frio intenso de menos de 10ºC. Foi um desfile de clássicos, com direito a um canto geral da plateia em “Caso Sério” e uma agitação quando da execução de “Rock Star”, do novo álbum, que ganhou um clipe com a participação de Dinho Ouro Preto.

É nítida a adaptação plena de Dino Linardi, o cantor que assumiu os vocais em 2010. Excelente vocalista e com ótima presença de palco, fez a banda reviver grandes momentos dos anos 80. Helcio impressionou, como sempre, com sua eficiência e simplicidade, com solos de guitarra econômicos e certeiros. Nelson Britto teve mais espaço e expôs todas as suas influências setentistas, com um timbre de baixo gordo e mais pesado do que o normal, funcionando quase como um “guitarrista base”, à la John Entwistle (falecido baixista do The Who).

Golpe de Estado detonando no parque Salvador Arena, em São Bernardo

“A resposta do público a essa série de shows que estamos fazendo desde o ano passado não poderia ser melhor. Depois que o mercado ficou mais estreito com as gravadoras em crise e com a internet, há a preocupação sobre como direcionar a carreira e como mantê-la, e o nome do Golpe ainda continua forte e sólido”, diz Helcio Aguirra.

Azar dos integrantes da banda gaúcha Bidê ou Balde, que subi a palco logo após a incendiária apresentação do Golpe de Estado. Um bom público permaneceu no anfiteatro aberto para ver o sexteto de pop rock, que se mostrou mais pesado e energético do que  normal, surpreendendo quem esperava algo mais suave e engraçadinho.

Os dois guitarristas, Leandro Sá e Rodrigo Pilla, mostraram competência e bom entrosamento, e o cantor Carlinhos Carneiro, enclausurado em um terno, revelou-se bem humorado e com certo carisma. O repertório, no entanto, com pouca inovação e sem muita variação – as músicas eram muito parecidas, com arranjos similares – quase fez a banda sair dos trilhos, mas acabou agradando e sobrevivendo ao trator que foi o show do Golpe de Estado.

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