Geoff Tate está oficialmente fora do Queensryche

Estadão

20 de junho de 2012 | 21h06

Marcelo Moreira

Foi menos traumático do que se imaginava, mas o vocalista Geoff Tate está fora do Queensryche. Em um comunicado lacônico e em uma breve e pouco esclarecedora entrevista do baterista Scott Rockenfield, a decisão foi anunciada nesta quarta-feira no site da banda e no site da revista norte-americana Billboard.

O baterista contou à revista que os problemas com o vocalista vinham desde meados do ano passado, com desavenças e discussões a respeito do futuro da banda. Rockenfield usou o eufemismo “divergências criativas” para comentar o progressivo afastamento entre a banda o cantor, mas se recusou a dar mais detalhes.

O fato é que as tais “divergências” ficaram evidentes na última passagem pelo Brasil da banda, há pouco mais de dois meses. Na passagem de som em São Paulo, do nada Tate invadiu o palco e agrediu o guitarrista Michael Wilton quando este afinava seus instrumentos, segundo testemunhas.

Em seguida, teria investido contra Rockenfield com uma faca enquanto o baterista montava seu equipamento. O motivo: Tate teria escutado uma conversa entre o restante da banda sobre como proceder a substiuição do vocalista.

Apesar dos desmentidos pouco convincentes da banda, as informações foram mantidas e repercutiram no mundo inteiro, graças ao excelente trabalho jornalístico realizado pelo blog brasileiro Collector’s Room, o primeiro a noticiar com certos detalhes a confusão em São Paulo.

Pouco mais de um mês depois, durante uma apresentação na Europa, Tate comentou entre uma das músicas que as coisas “estavam difíceis e que provavelmente aquele show seria o último da banda”. Tal fato não se confirmou, pois aquela parte turnê foi concluída.

 Os membros remanescentes — Michael Wilton (guitarra), Eddie Jackson (baixo), Scott Rockenfield (bateria) e Parker Lundgren (guitarra)— informaram pelo site da banda que continuarão com a banda e e até anunciaram o novo cantor: Todd La Torre, que é membro da banda norte-americana Crimson Glory, e com quem formaram há alguns meses o projeto Rising West, uma espécie de tributo ao próprio Queensryche tocando apenas no material dos cinco primeiros registros de estúdio da banda.

“Com o passar dos últimos meses, as diferenças criativas cresceram muito. Queremos que nossos fãs saibam que esperávamos encontrar uma resolução em comum, mas no final nos separarmos de Geoff foi a melhor solução para que todos possamos seguir em frente de uma maneira positiva. Desejamos a ele o melhor em seus futuros trabalhos e queremos logo nos apresentar com Todd”, afirmou Rockenfield ao site da Billboard.

 O último álbum da banda, “Dedicated to Caos”, de 2010, não teve bom desempenho de vendas e foi muito criticado por dãs e jornalistas por conta do direcionamento musical bastante diferente do memtal progressivo de qualidade dos anos 80. O que mais irritou os fãs foram os excessos de efeitos eletrônicos, aliados a composições fracas e pouca inspiração na gravação dos novos temas.

Até o momento Geoff tate não se manifestou sobre o assunto. Na semana passada, no entanto, uma das filhas do vocalista publicou no Facebook defendendo o pai diante do que chamou de “injustiças cometidas em relação a sua carreira ” e enumerando os fatos que comprovariam a “enorme importância dele para o Queensryche”. Já Todd La Torre escreveu no Facebook que continua membro do Crimson Glory e que não terá problemas em conciliar as duas bandas.

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Foto promocional do projeto Rising West – Divulgação

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