Foo Fighters volta cru e visceral

Estadão

11 Abril 2011 | 16h27

Pedro Antunes

Os três primeiros grandes discos de rock de 2011 não demoraram muito a chegar a seus fãs. Primeiro foi The King of Limbs, o esperado oitavo álbum da banda liderada por Thom Yorke que foi lançado um dia antes do programado, em 18 de fevereiro.

Em seguida, o quarto trabalho do The Strokes, Angles, caiu na rede mundial de computadores com uma semana de antecedência, em 14 de março. Agora é a vez do aguardado sétimo disco de estúdio do Foo Fighters ser colocado, na íntegra, no site oficial do álbum (wastinglight.foofighters.com) para ser ouvido em streaming (sem baixar).

Antes de ser lançado na íntegra, Wasting Light teve algumas de suas faixas pipocando aqui e ali na internet. O lançamento do disco físico, porém, ainda é mantido na data oficial, 12 de abril (a versão para download custa R$ 16,27, e o formato físico, em CD, custa R$ 19,53, valores transformados de dólar para real).

São poucos os artistas que têm a capacidade de se reinventar, como o líder, fundador e vocalista do Foo Fighters, Dave Grohl. Aos 42 anos, ele foi baterista de um dos maiores e mais bem-sucedidos grupos do grunge dos anos 90, o Nirvana, criou a sua própria banda, o Foo Fighters, e se mantém na ativa e no topo.

Depois que o líder do Nirvana, Kurt Cobain, morreu, em abril de 1994, Grohl deixou o fundo do palco, e as baquetas, para se aventurar como o líder do Foo Fighters, lançando, no ano seguinte, o disco de mesmo nome. Novamente, um outro sucesso de crítica e público. E Grohl novamente está lá, fazendo o que sabe: rock’n’roll.

O mais pesado da história

 Wasting Light foi classificado por Grohl como o álbum mais pesado da banda. Para atingir a sonoridade crua, ele escalou o produtor Butch Vig, baterista do Garbage, que produziu Nevermind (1991), segundo disco de estúdio do Nirvana, cujas vendas chegaram aos 26 milhões de cópias.

Outra atitude tomada foi a de só usar equipamentos analógicos, deixando o repertório mais “sujo”, sem o usual tratamento digital. As gravações tiveram início em agosto do ano passado, tudo no estúdio montado na garagem do vocalista.

Para completar as parcerias em tempos de Nirvana, Grohl convidou o ex-baixista da banda, Krist Novoselic – a primeira opção para tocar baixo no Foo Fighters –, para participar de duas músicas, These Days e I Should Have Known.

O primeiro single do CD, Rope, chegou às rádios em 23 de fevereiro. Três dias depois, Dave Grohl e companhia subiram ao palco do NME Awards, premiação da revista britânica especializada em música, para mostrar a força deste single ao vivo.

Até mesmo as faixas mais leves possuem a agressividade das canções mais pesadas de seu predecessor, Echoes, Silence, Patience & Grace, de 2007. Uma coisa é certa: não se pode duvidar de Dave Grohl.