Festival de Rock Feminino de Rio Claro vai virar livro

Estadão

18 de maio de 2011 | 08h14

Marcelo Moreira

Para quem achava que festivais de rock feminino não tinham futuro no Brasil, eis que o maior festival da América Latina dedicado a elas , o Festival de Rock Feminino de Rio Claro, vai virar livro, a ser lançado no ano que vem, quando o evento completa 1o anos.  

A história do festival será contada pelo jornalista e presidente do Grupo Auê, Favari Filho. Um documentário, que já começou a ser produzido em 2008, sob direção de Lourenço Favari e Eber Novo. 

O livro aborda desde a concepção do festival até os preparativos para a décima edição, com depoimentos de artistas e bandas que influenciaram e participaram da história do maior evento do gênero no país. Segundo o autor, alguns depoimentos já foram coletados e outros estão a caminho. 

“Terei 45 dias para escrever depois de toda a pesquisa feita e de ter colhido todos os depoimentos. Acho um tempo razoável, contudo ficarei isolado para que possa transcrever os sentimentos de todos os envolvidos desde a primeira edição. A parte técnica que envolve direitos autorais e publicação ficará a cargo da secretaria de literatura do Grupo Auê, que está à frente da Ista Editora e Publicações (IEP)”, expõe Favari Filho. 

Quanto ao documentário, os diretores apontam que a seleção do material de arquivo a ser usado já está definido, contudo atentam para o fato de que a proposta é criar um aspecto artístico com influências de grandes diretores mundiais. Segundo Lourenço Favari, o cinema está cheio de referências abissais e com o documentário não será diferente. 

“Queremos criar um ambiente em que o telespectador além de assistir ao documentário saiba um pouco mais de sua história. Estamos trabalhando no intuito de realizar o melhor documentário para quem não gosta de ver filmes e o melhor filme para quem não gosta de ver documentários”, diz Lourenço Favari.

O evento deste ano, talvez o melhor de todos até agora, contou com uma grande atração internacional, a banda inglesa Girlschool, criada no final dos anos 70 como uma resposta britânica às americanas Runaways. Mais de 2 mil pessoas viram o grande espetáculo.

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