Fatos marcantes de todas as edições do Rock in Rio

Estadão

17 de setembro de 2011 | 15h46

1985

– A abertura do festival ficou sob a responsabilidade de Ney Matogrosso, que entrou no palco usando uma tanga com estampa de onça. Ele fechou o show com a roqueira ‘Pro Dia Nascer Feliz’ , de seu amigo Cazuza.

– Queen, liderado por um inspirado Freddie Mercury (foto), protagonizou duas brilhantes apresentações, com ápice na interpretação da romântica ‘Love of My Life’. Os dois shows foram exibidos ao vivo pela TV Globo.

– Em homenagem à música ‘2 Minutes To Midnight’, a banda inglesa Iron Maiden começou seu show, pontualmente, a dois minutos para a meia-noite.

– O cantor americano James Taylor fechou o quarto dia de apresentações com um show tocante. Ele, que pensava em abandonar a carreira por causa da sua dependência química e deprimido pela separação de Carly Simon, só iria tocar para honrar o contrato. Após o show, comovido com o público, ele mudou de ideia e compôs uma homenagem: ‘Only a Dream in Rio’.

– O trio carioca Paralamas do Sucesso, que já fazia relativo sucesso no Rio de Janeiro, foi apresentado a todo País com os dois shows no festival.

– Baby do Brasil se apresentou grávida de 7 meses, de salto alto e com o barrigão de fora. Dois meses depois, nasceu Kriptus Rá.

1991

– O Sepultura fez um show curto, de 30 minutos, e quem sofreu foi o cantor e compositor carioca Lobão (foto). A banda liderada pelos irmãos Cavalera, Max e Igor, estava no auge e fez uma elogiada apresentação, mas muito rápida. Lobão, que entrou depois, sofreu com o público arredio, que arremessou objetos no palco quando ele colocou uma escola de samba para tocar.

– Outra banda nacional que sofreu foi a gaúcha Engenheiros do Havaii. Mesmo com a força do então recém-lançado single ‘Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e Os Rolling Stones’, o grupo não agradou ao público daqui, mas ganhou elogios do jornal americano ‘The New York Times’.

– Não se esperava muito do show da banda Faith No More, que após uma apresentação vibrante, ganhou muito prestígio por aqui. O vocalista Mike Patton se tornou amigo do Sepultura e, mais tarde, cantaria no disco ‘Roots’ (1996).

– Axl Rose, a voz do Guns N’Roses, garante que as duas apresentações neste festival foram as melhores da carreira da banda. O show do grupo marcava, ainda, a estreia do baterista Matt Sorum e do tecladista Dizzy Reed.

2001

– Dez anos depois, o Rock in Rio estava de volta à cidade natal e, com ele, os americanos do Guns N’Roses. Daquela formação que havia tocado em 1991, apenas Axl Rose (foto) e Dizzy Reed restavam. O novo guitarrista, Robin Finck, faz versão de ‘Sossego’, de Tim Maia. Foi o maior público da história da banda: 240 mil.

– Depois do show do Guns, a bateria da escola de samba Unidos do Viradouro subiu ao palco e foi recebida com objetos arremessados pelo público. O músico baiano Carlinhos Brown também não foi bem-vindo e recebeu uma chuva de latinhas, chinelos e copos.
 
– O grupo californiano Red Hot Chili Peppers era uma das atrações mais esperadas, ao lado de Guns e Iron Maiden, mas decepcionou os fãs com show fraco e sem empolgação.

– Apoiado pelo bom repertório do disco ‘Brave New World’, que comemorava a volta do vocalista Bruce Dickinson, o Iron Maiden gravou um DVD ao vivo e o CD duplo ‘Rock in Rio’, na chamada ‘noite do metal’.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: