Fases distintas e reveladoras de Paul McCartney

Estadão

08 de outubro de 2011 | 16h00

Deni Martins

Mesmo com 10 anos de diferença entre McCartney (1970) e McCartney II (1980), ambos os álbuns têm pontos em comum. Paul fez todas as vozes e tocou todos os instrumentos em sua casa. O primeiro disco decreta seu fim nos Beatles. O segundo, sua despedida dos Wings.

McCartney começou a ser gravado secretamente na Escócia, em 1969, bem no meio de sua lua de mel. Longe de estar em sua melhor forma, Paul soa inseguro, se adaptando à nova fase.

Capa de 'McCartney', o primeiro álbum solo do ex-beatle

Assim como seu título, é um disco cru, de produção simples e caseira, com Paul contando apenas com a esposa Linda (morta em 1998), autora das belas fotos de família que aparecem no encarte e que revelam ali as únicas pessoas com que Paul pôde contar nesta fase triste de sua vida.

O disco tem boas canções como Junk e Teddy Boy, compostas ainda nos tempos de Beatles, além de Every Night. Quem rouba a cena é a estonteante Maybe I’m Amazed, que aparece em mais duas versões no CD bônus com 7 faixas extras, o grande presente desta remasterização.

Em McCartney II, Paul aparece novamente sozinho em sua casa, mas desta vez flertando com sintetizadores e fazendo experimentações. Os pontos altos são a dançante Coming Up e Waterfalls. O CD bônus traz Check My Machine, muito tocada nos bailes de samba rock daqui, com a participação de George Harrison.

Capa de 'McCartney II'

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