Exceto por !!!, falta originalidade ao palco indie no segundo dia de SWU

Estadão

14 de novembro de 2011 | 02h00

Roberto Nascimento – O Estado de S. Paulo

!!! O nome parece impronunciável, mas os fãs chamam de “chk chk chk”, banda de disco punk e outras vertentes que fez um atlético e empolgante show no segundo dia de SWU. À frente do grupo no New Stage, o carismático vocalista Nic Offer,que surgiu de camisa amassada e samba-canção, como se tivesse acabado de acordar. Logo fez uma pose de Travolta em Embalos de Sábado à Noite e embarcou em um set de uma hora e dez.

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Vocalista da !!!, Nic Offer durante show no SWU - Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE
Vocalista da !!!, Nic Offer durante show no SWU

!!! reproduz todos os macetes de um set de música eletrônica com instrumentos ao vivo. A pulsação é constante. As canções tem crescendos e momentos de explosão como um set de techno, uma estratégia que contagia aos poucos e acaba por tornar-se irresistível. As canções são menos importantes que a batida.

E a performance de Offer, que desceu do palco para abraçar a galera diversas vezes durante o show, foi a chave da apresentação. “Obrifuckingado”, gritava Offer depois das músicas. Ao final, agradeceu e perguntou o nome da cidade onde estava tocando. Não conseguiu pronunciar Paulínia e batizou a cidade de “awesome (maneiro)”, do Brasil

Antes de !!!, a banda inglesa Is Tropical fez um tipo de dance rock parecido, mas mais focado em canções. A força dessas não segura o interesse do público por muito tempo e logo o Is Tropical caiu na mesmice de bandas estrangeiras que imitam os sons do dance punk e do new rave, fazendo, ao contrário do eficaz !!!, uma cópia pouco empolgante dos sons de LCD Soundsystem e Franz Ferdinand, entre outras.

A programação também deu espaço para bandas brasileiras que fazem o mesmo. Apolonio, a primeira e Sabonetes, a segunda, são tão pouco imaginativas quanto, só que não sabem cantar em inglês, o que piora a situação.

É curioso notar que esta onda de bandas imita um estilo praticamente finado no indie rock atual, que saturou-se de guitarras a la Gang of Four e batidas espartanas de disco punk novaiorquino dos anos 80. Mesmo assim, por algum motivo, a meninada acha válido fazer um subproduto de um subproduto.

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