Etta James, soberana, em três tempos

Estadão

25 de dezembro de 2012 | 07h07

Jotabê Medeiros

Grandes divas tendem a se tornar bregas com o tempo, a cederem ao overacting. Etta James não foi diferente. A diferença é que ela, até descarrilada, era gênio. Algumas interpretações dela no Montreux Jazz Festival, entre 1975 e 1993, reunidas em um disco da Eagle, mostram esse caminho para os excessos, mas também registram a monumentalidade dessa cantora que foi uma das mais influentes da soul music.

O disco abre em alta octanagem, com blues de Willie Dixon, I Just Wanna Make Love To You. Se Cássia Eller descende de alguma coisa específica, é dessa interpretação aqui.  I’d Rather Go Blind vem em seguida, e a alma feminina roça o Olimpo com Etta. Era 1993, e a rainha do soul estava com a voz em forma estrondosa. Mas a coisa roots mesmo está no ano de 1975, ela cantando em Montreux seu hit Dust My Broom.

Os teclados são mais nervosos, há mais “sujeira” e vibração. Em 1977, num medley de At Last/ Trust in Me e A Sunday Kind of Love, há tragicidade e melancolia. Coisa linda.

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