Elvis Presley está entre nós

Estadão

05 de setembro de 2012 | 17h00

IGOR GIANNASI

 Priscilla Presley, musa e “viúva” do Rei do Rock, ainda fala sobre o marido Elvis, morto em 16 de agosto de 1977, usando o tempo verbal no presente. “É impossível me desconectar dele”, disse à imprensa a atriz americana, que veio a São Paulo para a abertura para convidados da mostra Elvis Experience, realizada na noite de ontem.

O público em geral pode conferir a exposição a partir de hoje, em uma arena montada no estacionamento do Shopping Eldorado, onde estão cerca de 600 itens, como roupas, joias, documentos e fotografias, que pertenceram ao músico, cuja morte, há 35 anos, muitos ainda duvidam ter acontecido.

As peças vieram diretamente de Graceland, a residência do cantor em Memphis, no Mississippi, onde ele foi encontrado morto. O local se transformou em um templo onde permanece viva sua memória – e de onde muitas dessas peças nunca tinham saído antes.

Várias propostas de exibir os objetos pessoais do cantor, feitas pelos mais importantes museus do mundo, já haviam sido recusadas pela família Presley. Mas o presidente da produtora 2Share, Rafael Seisman, conseguiu convencer, há um ano, tanto o presidente da Elvis Presley Enterprises (EPE), Jack Solden, quanto Priscilla – que, por sua vez, convenceu a filha Lisa-Marie – a realizar a mostra no Brasil.

O fato de a arena que abriga a exposição estar em uma área acessível ao grande público, no estacionamento de um shopping, contribuiu para isso. “Elvis ama muito seus fãs. E ele nunca fez uma turnê pela América do Sul. Isso foi outro motivo”, afirmou Priscilla.

FOTO: Marcio Fernandes/AE

Surpreendeu o presidente da EPE o fato de que, dos 7 milhões de fãs da página de Elvis no Facebook, cerca de 2 milhões sejam brasileiros, marca que só é ultrapassada pelos seguidores americanos.

Nos 1,2 mil metros quadrados da arena da exposição, o visitante encontra peças que mostram diferentes momentos da vida do cantor, desde a infância em Tupelo, cidade onde nasceu em 8 de janeiro de 1935 – e, aos 9 anos, incentivado por uma professora, começou a cantar na escola –, passando pelo período em que serviu à Força Armada americana.

Essa parte da mostra, que tem uniformes e acessórios militares usados por Elvis, é a favorita de Priscilla, pois foi nessa época que eles se conheceram. O casal se separou cinco anos antes da morte do roqueiro.

Outra seção exibe os primeiros compactos gravados por Elvis, no início dos anos 1950, pela gravadora Sun Records. Há também uma área com os cartazes dos 33 filmes protagonizados pelo cantor (31 longas-metragens e dois documentários), com telões projetando cenas das produções.

Mas o destaque fica para a parte principal da exposição, que conta com dois carros do músico, uma de suas paixões: um MG preto, de 1960, e a Ferrari vermelha que ele usou no filme Feitiço Havaiano.

FOTO: Marcio Fernandes/AE

Outra curiosidade, nunca antes revelada ao público, é a toalha de mesa utilizada para escrever o contrato de US$ 5 milhões – um valor altíssimo para a época – para uma turnê de cinco anos no Hotel International de Las Vegas. É que como não havia papel por perto, a peça foi usada para que se firmasse o acordo, em 30 de julho de 1969.

Já foram vendidos antecipadamente cerca de 20 mil ingressos para a exposição, que fica em cartaz até 5 de novembro. O valor promocional mais barato é de R$ 20. Moradores do Estado de São Paulo podem aproveitar o benefício. As visitas são agendadas e participam 50 pessoas por vez.

Complementa o projeto o show Elvis Presley in Concert, com músicos que acompanharam o cantor, que passará por Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Na capital, são três apresentações no Ginásio Ibirapuera, entre 8 e 10 de outubro, sendo as duas primeiras com lotação esgotada. Um show extra foi anunciado para a Via Funchal, no dia 13, com ingressos já à venda. Em Brasília, será no dia 6, no Ginásio Nilson Nelson, e no Rio, no dia 11, no Maracanãzinho.

A voz de Elvis foi retirada de seus melhores concertos e remasterizada. Ele aparecerá em um telão no centro do palco, acompanhado, ao vivo, pelos antigos companheiros. A exposição e o show custaram cerca de R$ 10 milhões.

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