Eleanor Friedberger: boas histórias como numa caixa de Polaroids

Estadão

06 de agosto de 2011 | 12h00

Emanuel Bomfim

Demorou um bocado, mas finalmente Eleanor Friedberger conseguiu se desgarrar de seu irmão Matthew e constituir seu primeiro registro solo. Nada que aponte para o fim do Fiery Furnaces, como ela mesma já fez questão de declarar.

A nova experiência, 11 anos e 9 discos depois, vem para dar vazão a uma personalidade musical autêntica e quase sempre irresistível. Não há canção de Last Summer que não fique melhor a cada ouvida. Adepta de um indie pop ágil, marcado por teclados borbulhantes, a musa norte-americana vasculha as próprias memórias para dar cor a narrativas fragmentadas, sedimentadas em cenários familiares.

 Nova York, sua casa desde a adolescência, é evocada nessas divertidas lembranças, como no funk Roosevelt Island, em que relata um dia quente de verão na estreita ilha do East River. Já em My Mistakes, que abre o disco, um acidente de carro pontua reflexões desconexas, como num diário da época de adolescente.

 O principal mérito está em aproveitar dessas reminiscências para recriar sensações e estados de espírito. Um deleite para quem gosta de boas histórias.

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