Edu Falaschi continua se explicando

Estadão

23 de abril de 2012 | 02h00

Marcelo Moreira

O cantor Edu Falaschim do Angra e do Almah, com certeza anda com problemas para se fazer entender. Neste domingo ele ecreveu sua terceira “carta aberta” sobre os problemas do Metal Open Air e suas polêmicas declarações e textos o Facebook. Ele promete que essa é a última coisa que falará a respeito do festival. Que assim seja, pois no Combate Rock será com certeza a última manifestação dele:

Minhas últimas palavras sobre o evento MOA para elucidar dúvidas de quem realmente merece!

Muitos tem me perguntado sobre várias coisas, acertos, erros, quem fez o certo, o errado, a caça as bruxas explodiu!

Mas muitos fãs foram sempre respeitosos e tem me questionado sobre algumas posições e comentários, elogiado a postura de ter tocado e questionado o fato de ter , por outro lado, apoiado o festival.

Obviamente, ninguém nesse mundo apoiaria tamanho desrespeito e falta de organização com as bandas e o público.

Mas vou falar pela última vez disso e tentarei ser o mais claro possível para que não haja mais dúvidas.

Ficamos dias no pé da produção esperando o contrato que nunca chegou cachê nem sombra, e ainda recebemos as passagens somente um dia antes do show, sabíamos dos riscos, mas decidimos ir para SLZ mesmo assim, chegando lá fomos para o hotel. Confiamos na produção que disse que nos pagaria no dia seguinte!

Bom, sabíamos que poderia acontecer de não recebermos, mas resolvemos ir mesmo assim e tentar resolver isso depois, pq vimos em diversos lugares as imagens de que os fãs já estariam indo pra lá e muitos já estavam lá! Muitos deles nos escreviam dizendo, “estou vindo de Teresina ver vcs!”, “estamos vindo do Rio ver vcs”, “estamos vindo de Minas ver vcs”.

Então fizemos uma reunião e a banda decidiu ir!

Ficamos no hotel até a hora de ir para o show, todos estavam apreensivos, porque o atraso estava muito grande, mas já estávamos lá, não tínhamos o que fazer a não ser esperar.

Enfim, chegou a hora de irmos para o evento, chegando lá vimos um corre da produção, que nos dirigiu para o camarim.

Nós estávamos nos bastidores, só víamos o que estava ali, apesar de alguns detalhes do “backstage” estarem altamente mal feitos, muitas coisas estavam em seu lugar, os palcos estavam lá, luz, som, backline, etc. Os shows anteriores já rolando.

Bom, a gente viu muita gente correndo para fazer o melhor possível naquele momento de crise. Muitas bandas já tinham cancelado, amigos meus inclusive, estávamos tristes por isso e sabíamos que eles gostariam muito de estar lá também!

Nós pensamos, “galera vamos fazer nossa parte, porque o publico está ai, tem 9.000 pessoas lá fora que pagaram para ver as bandas. Vamos entrar, representar e dar o nosso melhor e depois resolvemos os problemas de cachê.”

A gente não queria piorar o que já estava ruim. Esse era o sentimento geral!

É chegada a hora de show, entramos bem, o público estava super feliz e muito caloroso. Obviamente depois de todo o “stress” nós estávamos felizes de estar ao lado do nosso público! Quando se sobe no palco, todos os problemas desaparacem, acreditem! Tamanha nossa satisfação, por fazermos o que amamos.

O nosso show deu tudo certo, tocamos bem e pra mim principalmente foi um momento ultra especial, pois eu estava voltando depois de um longo período de pausa. Fui feliz, cantei como a muito tempo eu não cantava! Estou muito bem e recuperado.

Após o show, muitas das bandas presentes, amigos, etc, vieram nos parabenizar e muitos vieram a mim emocionados dizendo que estavam felizes por eu estar de volta e 100% bem. Isso foi minha maior alegria.

Saímos do palco com a sensação de missão cumprida!

Pensamos que com todas as dificuldades e coisas erradas da produção, o festival está rolando.

Se repararem, meus agradecimentos ao festival foram postados a noite depois do nosso show.

Como estava rolando o festival, o Symphony-X estava lá, o Megadeth estava chegando, outras bandas já tinham tocado, me pareceu que as coisas estavam entrando no eixo. E eu imaginei que como aquele era o primeiro dia de fest, provavelmente para os próximos dias alguns erros seriam corrigidos, não sabíamos de quase nada ainda do que acontecia com o desrespeito em relação as acomodações, “camping”, água, etc. Viemos saber disso tudo depois, ouvíamos falar de algumas coisas, mas as informações eram muito confusas.

Após algumas horas depois do nosso show, fomos para o hotel. Dentro da van a felicidade da banda era gigante, foi tudo bem e nós falamos sempre de como foi empolgante ver 9000 pessoas agitando e se divertindo, mas também falávamos que logo teríamos que enfrentar a produção em busca de nossos direitos. Mas como eu conheço toda a produção há anos, resolvi dar um ponto de confiança de que seriamos pagos, ingenuidade? Talvez, mas eu sempre procuro acreditar nas pessoas, até me mostrarem o contrário.

Daí da própria van, a caminho do hotel, naquele momento de empolgação, agradeci o festival e a produção, como uma forma de incentivo para os próximos dias! Agradeci o público que foi maravilhoso o tempo todo durante o primeiro dia, todas as bandas que tocaram estavam muito felizes com a galera lá presente.

Apesar de todo o amadorismo, falta de caráter e desrespeito por parte da produção, acreditem, haviam pessoas sérias que estavam dando seu melhor lá. Mas o lado porcalhão do festival fez com que quase tudo desse errado.

Chegamos no hotel e uma hora depois fomos para o Aeroporto!

Fomos para casa e no dia seguinte começou toda a explosão de sentimentos, por parte de todos, bandas e fãs.

O que causou muitas dúvidas e indignação por parte de todos.

Minha finalidade com essa carta, é de ser completamente honesto e dizer o que de fato aconteceu durante nossa jornada nesse fim de semana.

Faço isso em respeito a todos os presentes e a todos os que não foram e se indignaram com tamanho absurdo que, infelizmente, manchou o nome do nosso país para sempre.

Venho constantemente avisando que a nossa cena está imensamente fraca, desorganizada, desunida e completamente anti-profissional!

Enquanto não percebermos, que ninguém nesse Brasil vai nos ajudar a não ser nós mesmos que amamos o heavy metal, as coisas vão continuar assim, cada vez pior. Com todos nós, bandas e fãs cada vez mais desapontados.

Obrigado,

Edu Falaschi

 

Minhas últimas palavras sobre o evento MOA para elucidar dúvidas de quem realmente merece!

Muitos tem me perguntado sobre várias coisas, acertos, erros, quem fez o certo, o errado, a caça as bruxas explodiu!

Mas muitos fãs foram sempre respeitosos e tem me questionado sobre algumas posições e comentários, elogiado a postura de ter tocado e questionado o fato de ter , por outro lado, apoiado o festival.

Obviamente, ninguém nesse mundo apoiaria tamanho desrespeito e falta de organização com as bandas e o público.

Mas vou falar pela última vez disso e tentarei ser o mais claro possível para que não haja mais dúvidas.

Ficamos dias no pé da produção esperando o contrato que nunca chegou cachê nem sombra, e ainda recebemos as passagens somente um dia antes do show, sabíamos dos riscos, mas decidimos ir para SLZ mesmo assim, chegando lá fomos para o hotel. Confiamos na produção que disse que nos pagaria no dia seguinte!

Bom, sabíamos que poderia acontecer de não recebermos, mas resolvemos ir mesmo assim e tentar resolver isso depois, pq vimos em diversos lugares as imagens de que os fãs já estariam indo pra lá e muitos já estavam lá! Muitos deles nos escreviam dizendo, “estou vindo de Teresina ver vcs!”, “estamos vindo do Rio ver vcs”, “estamos vindo de Minas ver vcs”.

Então fizemos uma reunião e a banda decidiu ir!

Ficamos no hotel até a hora de ir para o show, todos estavam apreensivos, porque o atraso estava muito grande, mas já estávamos lá, não tínhamos o que fazer a não ser esperar.

Enfim, chegou a hora de irmos para o evento, chegando lá vimos um corre da produção, que nos dirigiu para o camarim.

Nós estávamos nos bastidores, só víamos o que estava ali, apesar de alguns detalhes do “backstage” estarem altamente mal feitos, muitas coisas estavam em seu lugar, os palcos estavam lá, luz, som, backline, etc. Os shows anteriores já rolando.

Bom, a gente viu muita gente correndo para fazer o melhor possível naquele momento de crise. Muitas bandas já tinham cancelado, amigos meus inclusive, estávamos tristes por isso e sabíamos que eles gostariam muito de estar lá também!

Nós pensamos, “galera vamos fazer nossa parte, porque o publico está ai, tem 9.000 pessoas lá fora que pagaram para ver as bandas. Vamos entrar, representar e dar o nosso melhor e depois resolvemos os problemas de cachê.”

A gente não queria piorar o que já estava ruim. Esse era o sentimento geral!

É chegada a hora de show, entramos bem, o público estava super feliz e muito caloroso. Obviamente depois de todo o “stress” nós estávamos felizes de estar ao lado do nosso público! Quando se sobe no palco, todos os problemas desaparacem, acreditem! Tamanha nossa satisfação, por fazermos o que amamos.

O nosso show deu tudo certo, tocamos bem e pra mim principalmente foi um momento ultra especial, pois eu estava voltando depois de um longo período de pausa. Fui feliz, cantei como a muito tempo eu não cantava! Estou muito bem e recuperado.

Após o show, muitas das bandas presentes, amigos, etc, vieram nos parabenizar e muitos vieram a mim emocionados dizendo que estavam felizes por eu estar de volta e 100% bem. Isso foi minha maior alegria.

Saímos do palco com a sensação de missão cumprida!

Pensamos que com todas as dificuldades e coisas erradas da produção, o festival está rolando.

Se repararem, meus agradecimentos ao festival foram postados a noite depois do nosso show.

Como estava rolando o festival, o Symphony-X estava lá, o Megadeth estava chegando, outras bandas já tinham tocado, me pareceu que as coisas estavam entrando no eixo. E eu imaginei que como aquele era o primeiro dia de fest, provavelmente para os próximos dias alguns erros seriam corrigidos, não sabíamos de quase nada ainda do que acontecia com o desrespeito em relação as acomodações, “camping”, água, etc. Viemos saber disso tudo depois, ouvíamos falar de algumas coisas, mas as informações eram muito confusas.

Após algumas horas depois do nosso show, fomos para o hotel. Dentro da van a felicidade da banda era gigante, foi tudo bem e nós falamos sempre de como foi empolgante ver 9000 pessoas agitando e se divertindo, mas também falávamos que logo teríamos que enfrentar a produção em busca de nossos direitos. Mas como eu conheço toda a produção há anos, resolvi dar um ponto de confiança de que seriamos pagos, ingenuidade? Talvez, mas eu sempre procuro acreditar nas pessoas, até me mostrarem o contrário.

Daí da própria van, a caminho do hotel, naquele momento de empolgação, agradeci o festival e a produção, como uma forma de incentivo para os próximos dias! Agradeci o público que foi maravilhoso o tempo todo durante o primeiro dia, todas as bandas que tocaram estavam muito felizes com a galera lá presente.

Apesar de todo o amadorismo, falta de caráter e desrespeito por parte da produção, acreditem, haviam pessoas sérias que estavam dando seu melhor lá. Mas o lado porcalhão do festival fez com que quase tudo desse errado.

Chegamos no hotel e uma hora depois fomos para o Aeroporto!

Fomos para casa e no dia seguinte começou toda a explosão de sentimentos, por parte de todos, bandas e fãs.

O que causou muitas dúvidas e indignação por parte de todos.

Minha finalidade com essa carta, é de ser completamente honesto e dizer o que de fato aconteceu durante nossa jornada nesse fim de semana.

Faço isso em respeito a todos os presentes e a todos os que não foram e se indignaram com tamanho absurdo que, infelizmente, manchou o nome do nosso país para sempre.

Venho constantemente avisando que a nossa cena está imensamente fraca, desorganizada, desunida e completamente anti-profissional!

Enquanto não percebermos, que ninguém nesse Brasil vai nos ajudar a não ser nós mesmos que amamos o heavy metal, as coisas vão continuar assim, cada vez pior. Com todos nós, bandas e fãs cada vez mais desapontados.

Obrigado,

Edu Falaschi

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