DVD traz show de Ray Charles na França, na década de 60

Estadão

26 Fevereiro 2012 | 11h06

Julio Maria – O Estado de S.Paulo

Em 1961, Ray Charles já era Ray Charles. Seis anos depois do estouro de Elvis Presley, Charles mudava de gravadora já como uma força incontrolável da natureza, um pianista cego do interior de Los Angeles, 31 anos, mulherengo, viciado em heroína e que só precisava contar de um a quatro para fazer o mundo parar.

 

Força da natureza. Charles em 1961 era grande, mas ficaria ainda maior - Reuters
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Força da natureza. Charles em 1961 era grande, mas ficaria ainda maior 

Não era tudo, Ray Charles ficaria maior. Mas aquela temporada de shows no paraíso de Antibes, na costa francesa, era sua primeira chegada à Europa. Suas quatro apresentações ali, em 18, 19, 21 e 22 de julho de 1961, foram gravadas e, agora, saem em DVD com o peso de um sítio arqueológico (muitas imagens já estão no YouTube).

As captações em preto e branco mostram Ray ao lado esquerdo do palco, com sete de seus melhores homens, todos negros, tocando em fila do lado esquerdo. David ‘Fathead’ Newman está lá, ao tenor.

Bruno Carr, o gigante, levita na bateria. Hank Crawford arregaça ao trompete. Ray traz para uma plateia branca, jovem e vibrante (as palmas são batidas sempre com mãos ao alto) o que ele já tinha de melhor: Georgia on My Mind; Hallelujah, I Love Her So; Ruby; What I Say; Let the Good Times Roll

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