Downloads superam vendas físicas na área musical em 2011

Estadão

13 de janeiro de 2012 | 06h48

das agências internacionais

A metamorfose no mundo da música está completa: a venda digital ultrapassou, pela primeira vez, os formatos físicos, como CDs. De acordo com uma pesquisa divulgada pela empresa de pesquisa Nielsen, os formatos digitais representaram 50,3% do mercado americano em 2011.
O segmento cresceu 8,4% em relação ao ano anterior. Os formatos tradicionais, que agora detém 49,7% do setor, tiveram vendas 5% inferiores no ano passado, na comparação com 2010.

A liderança nas vendas ficou com Lady Gaga, segundo a Nielsen. O álbum mais procurado por clientes de serviços como o iTunes foi “21”, da cantora britânica Adele. Somente a canção “Rolling in the Deep” contabilizou 5,8 milhões de downloads.

Êxito. O resultado de dezembro foi especialmente bom para a música digital, que somou 3,5 milhões de pedidos somente na última semana do ano. Músicas a custo baixo, como a oferta de US$ 0,99 por canção do iTunes, serviram para popularizar o hábito de comprar música online.

O domínio de downloads e streamings chega uma década depois do lançamento do serviço iTunes, da Apple, hoje líder de mercado. Nesse período, diversos serviços concorrentes surgiram, com diferentes níveis de êxito, incluindo uma série de startups que tentam pegar carona na onda dos gigantes. Entre as alternativas atuais para o iTunes estão Spotify e Pandora.

Em 2012, o domínio da música digital deve ficar ainda mais evidente à medida que os smartphones com acesso à internet se popularizam nos Estados Unidos e em países emergentes. Isso já motivou lojas virtuais das revistas Rolling Stone e Spin a criar aplicativos para a compra de música em telefones móveis.

O serviço Spotify formou parceria com o Facebook, facilitando o comércio de canções para quem está conectado à rede social. O streaming, usado pelo Spotify, é visto por especialistas como uma das alternativas viáveis para o mercado de música.

“A nova geração não liga se a música é ou não sua propriedade. O importante no mercado atual é o acesso a qualquer hora”, explica Mike More, da Headliner FM.“Claramente o formato físico não é o melhor para a venda de música”, diz Brian Zisk, produtor executivo da SF MusicTech ao site CNN Money. “A venda digital é muito melhor para o meio ambiente. O mundo vai nessa direção.”

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