Down mostra como se faz rock pesado em SP

Estadão

15 de abril de 2013 | 17h00

do blog ZP

Down em SP

Respeito. Poucas palavras podem definir melhor o que o Down representa para a música pesada mundial. Não somente por contar com Phill Anselmo (ex-vocalista do lendário Pantera) á frente de seus vocais, cada integrante possui sua história fincada nas raízes do metal americana.Um verdadeiro dream team com Pepper Keenan (guitarrista e vocalista de Corrosion of Conformity), Kirk Windstein (guitarrista e vocalista de Crowbar), Pat Bruders (baixista de Crowbar), e Jimmy Bower (baterista de Crowbar e guitarrista de Superjoint Ritual e do Eyehategod) em seu line up, e em conjunto soam pesados e MUITO alto, e neste seu primeiro show, numa quarta feira de dia útil em São Paulo, no Carioca Club, fizeram seu som e sua arte ecoarem. Um show inesquecível e único. Ver e ouvir o Down numa casa de show fechada faz muita diferença de vê-los em um festival, é como se a banda se sentisse mais solta e a vontade.Com um cronograma respeitado religiosamente para a apresentação e boa organização para alocar os bangers dentro da casa de shows, não foi difícil conseguir um bom lugar para acompanhar esta apresentação, apesar da casa de shows estar completamente lotada desde o início da noite. O único fator que incomodou os presentes foi justamente uma “Area” Vip mal planejada e mal instalada, onde quem estava fora desta área reservada não encontrava maiores dificuldades em atravessá-la, incomodando e superlotando o espaço reservado daqueles que haviam comprado este ingresso mais caro. Um melhor planejamento pouparia este incômodo.Sem banda de abertura e sem maiores atrasos, as cortinas abrem e os heróis de Luisiana, já posicionados no palco iniciam sua apresentação. Phill Anselmo ainda lembra aquele garoto que colocou o metal no mapa mainstream com seu Pantera há mais de 20 anos, a mesma performance de palco cativante e a mesma postura. O melhor frontman do metal, de longe.Na apresentação, foram alternadas músicas dos álbuns clássicos que iam de “Misfortune Teller”, do álbum Down, “Lysergik Funeral Procession” do álbum Down 2, músicas do mais novo lançamento, o The Purple EP, como “Witchtripper”, “Open Coffins” (dedicado ao senhor José Mojica Marins, mais conhecido pelo seu personagem Zé do Caixão, que assiste a apresentação nos camarotes, o qual Phill Anselmo é fã de carteirinha) e músicas do álbum Nola (considerado o melhor da banda por crítica, público e pela própia banda) como “Lifer” (cantada em uníssono pela galera).O show todo foi marcante e incrível, desde a interação de Anselmo com seu público -bastante comunicativo e “agradecido”, conversando a todo momento e saudando seu público- até a platéia “cantando” o solo inicial do clássico “Stone The Crow” (como um bom show de metal deve ter) alias, a execução das músicas beirava a perfeição, muito próximo do que é ouvido nas gravações originais.

Mas o momento chave do show foi guardado para o final. Para encerrar a apresentação, a viajante “Bury Me In Smoke” é executada, e em seus quase 8 minutos de improvização, o palco é invadido por Andreas Kisser e seu filho Yoahn Kisser para um Jam, logo Eloy Casagrande assume as baterias e Paulo Xisto empunha o baixo acompanhados de um uníssono “SEPULTURA, SEPULTURA”. O legado do Sepultura continua vivo e presente.

Enquanto a Jam rolava, os integrantes do Down bebiam sua cerveja, distribuam palhetas e deixavam o palco, sendo aplaudidos e reverenciados. Em sua apresentação anterior pelo Brasil, durante o festival SWU, a banda não estava tão a vontade e com o som tão potente quanto aqui, todos saíram da casa de shows ouvindo zumbidos e com aquela sensação de dever cumprido. Um show para se ficar na memória de todos, por muito tempo.

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