Doro brilha para poucos em São Paulo

Estadão

03 de maio de 2011 | 16h16

Marcelo Moreira

Dorothea Pesch tinha apenas 20 anos quando quase que de uma hora para outra se transformou na versão alemã das Runaways, importante banda feminina norte-americana de hard rock. À frente da excelente Warlock, com quatro homens, a cantora mostrou que o heavy metal comportava sim uma grande estrela. Logo na estreia do primeiro álbum da banda, virou a “Metal Queen”.

Caminhando para completar 30 anos de carreira, a musa do metal cantou pela segunda vez no Brasil neste mês de abril de 2011. Incrivelmente, a expectativa gerada pelo show não se traduziu na venda de ingressos em São Paulo. Pouco mais de mil pessoas estiveram no Carioca Club, uma casa especializada em samba, para ver Doro desfilar clássicos atrás de clássicos.

Para quem viu os DVDs “20 Years – A Warrior Soul” e “25 Years in Rock”, com arenas alemãs lotadas e vários convidados especiais, foi decepcionante ver que pouca gente prestigiou Doro em São Paulo.

Ainda bem que isso não influenciou a performance da alemã no Carioca Club. Ela parecia realmente feliz de estar no Brasil e curtiu bastante cantar para os paulistanos. Vocal impecável, banda afiada e repertório certeiro não deixaram ninguém tomar fôlego.

A apresentação foi muito melhor do que a de seis anos atrás, quando teve menso de uma hora para cantar no finado festival Live and Louder, em São Paulo. Como atração principal desta vez, brilhou e fez a alegria dos metaleiros com os clássicos do Warlock, de sua carreira solo e dois covers maravilhosos, “Egypt (The Chains Are One)”, de Dio, e “Breaking the Law”, do Judas Priest.

Do Warlock vieram as soberbas “I Rule the Ruins” e “Hellbound”, que colocaram a casa abaixo. De sua carreira solo, clássicos como “Unholy Love”, “Earthshaker Rock”, “You’re My Family” e o hino “All We Are”.

Mesmo emocionada com o carinho do público, ficou evidente que Doro merecia bem mais dos paulistanos . A receptividade em outras cidades brasileiras nesta turnê foi bem maior, o que deve ter deixado a alemã bem mais confiante para um retorno ao país em breve.

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