Donald Fagen sustenta pop exuberante em novo trabalho

Estadão

19 de dezembro de 2012 | 12h00

Emanuel Bomfim – ESPECIAL PARA O ESTADO DE S. PAULO

Não é de se esperar reviravoltas galopantes no espectro pop de Donald Fagen. Sunken Condos, sucessor da trilogia encerrada em 2006, com Morph, The Cat, volta a se equilibrar por tudo aquilo que o Steely Dan preconizou nos anos 70, ao sofisticar o rock com jazz, blues e o R&B.

Este lastro com suas origens, sem rodeios nostálgicos, serve para valorizar um perfeccionismo técnico virtuoso. Fagen é um esteta da canção. Nada soa fora do lugar.

 

A trama aparentemente simples se revela, em suas diversas camadas, enigmática, bordada por melodias complexas, arranjos elegantes e produção impecável. Em 45 minutos, são apenas nove canções, oito delas inéditas. O cover foi para Out of the Ghetto, de Isaac Hayes, turbinada com uma rabeca que remonta à tradição musical judaica.

Das novas, a vibrante Slinky Thing é uma das que merecem lugar cativo, bem como a bluesy Weather in My Head e seus solos à la Albert King. Neste trânsito fácil por um groove sinuoso, Fagen encara reflexões de tons existenciais, mas sem perder o afiado senso de humor.

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