Disco sem graça do Pearl Jam

Estadão

09 de fevereiro de 2011 | 09h52

Daniel Fernandes

A edição lançada no Brasil da coletânea que marca os vinte anos da banda norte-americana Pearl Jam é no mínimo sem graça. Há 18 músicas interpretadas ao vivo pela turma dfe Eddie Vedder, mas o encarte do CD é pobre. Se limita a uma coletânea de fotos de integrantes da banda e da equipe. Não há, por exemplo, um daqueles livretos bacanas que costumam acompanhar esses lançamentos.

Não há nada para falar a verdade. Só o disco e as fotos no próprio encarte de papelão, que é como a banda costuma lançar seus discos desde muito tempo – acho que se não me engano isso começou com o Vitalogy.

As gravações ao vivo foram feitas entre os anos de 2003 e 2010 e foram remasterizadas e remixadas pel0 engenheiro que acompanha a banda faz tempo, o senhor Brett Eliason.

Outra falha imperdoável. Não há na coletânea versões para a música Even Flow e, por incrível que pareça, de Black. A versão de Alive, que pode ser considerada a música que catapultou o Pearl Jam ao estrelato e a qualificou como banda símbolo do movimento Grunge, foi incluída no disco.

Não sabemos de qual show é essa gravação – uma pena não haver, também, essas informações no disco. Mas me arrisco a dizer que a melhor execução dessa música no período coletado para a compilação – entre 2003 e 2010 – foi a executada no segundo show da banda no Brasil, no estádio do Pacaembu em São Paulo. A parceria público/banda naquela oportunidade mereceria um registro definitivo.

Se lembram?

Apesar dessa escorregada, o Pearl Jam ainda é o Pearl Jam. E para provar isso, lá nos Estados Unidos, a banda lança uma caixa 'espetacular' com os álbuns Vitalogy e Vs. remasterizados, além de um CD com um show da banda da época - gravado no Orpheum Theater. Há versões em vinil de singles, além de gravuras e pôsters. No site oficial da banda há pré-venda para o produto, que custa US$ 150. Acho que o preço vale.

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