Dez anos sem Chuck Shuldiner, o líder do Death

Estadão

19 de janeiro de 2012 | 17h00

 

 

Marcelo Moreira

Com pouco de atraso, mas nunca tarde, o Combate Rock presta uma homenagem a Chuck Shuldiner, exímio guitarrista norte-americano criados da banda Death que, por sua vez, é uma das pioneiras do chamado death metal, o thrash levado às ultimas consequências, com temas abordando morte, destruição, guerras e outros tipo de flagelos.

Desde sempre uma figura querida no meio musical, Shuldiner ajudou a estabelecer as bases da chamada música extrema, com peso máximo, distorção absurda, assim como a veocidade insana das músicas. Virou lenda ainda vivo, e objeto de veneração por qualquer apreciador de heavy metal gosto.

Além do Death, o guitarrista criou o Control Denied, um projeto paralelo no qual ele só tocava guitarra e deixava os vocais para convidados. Menos extremo, este projeto tendia mais para heavy metal tradicional, ora resvalando no speed metal. Um segundo álbum chegou a ser iniciado, mas teve de ser interrompido por conta da doença que o acometeu – um tumor no cérebro, que o levou à morte em 13 de dezembro de 2001.

O Deathfoi criado em 1983 com o nome Mantas, e logo após, em 1984 mudou seu nome. Do thrash metal para o death metal insano foi um pulo, com muita agressividade e peso até então inédito no rock.  Com o tempo linhas de metal progressivo foram adicionadas, até que cometeram uma obra-prima chamada “The Sound of Perseverance”, de 1998, onde ali se estabelecem as linhas mestras do se que convencionou chamar de death metal progressivo.

De 1984 até 1987 a banda só lançou demos – ao menos 26 chegaram ao mercado. O primeiro álbum saiu em 1987, com o título de “Scream Bloody Gore”A banda possui mais seis álbuns de estúdio:  “Leprosy” (1988), “Spiritual Healing” (1990), “Human” (1991), “Individual Thought Patterns” (1993), “Symbolic” (1995) e “The Sound of Perseverance” (1998).

Sua mãe, Jane Schuldiner, cuida do legado do filho. Ela sempre interage e responde aos fãs de Chuck, e ressalta sempre que possível o quanto ela admirava o trabalho dele. A irmã de Chuck, Beth, cuida dos discos e gravações. Quem puder, leia a entrevista interessante de Jane na edição de janeiro de 2012 da revista Roadie Crew, a melhor do Brasil na atualidade.

Após sua morte, seu legado ainda vive através dos fãs e de suas gravações. Porém, uma guerra legal acontece devido aos direitos do segundo álbum do Control Denied (incompleto). Parte desse material foi lançado na compilação “Zero Tolerance”, no qual também é possível encontrar lados B e faixas inéditas.

 

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