Depois de encantar com o UFO, mago Vinnie Moore faz shows solo em SP

Estadão

20 Maio 2013 | 12h00

Marcelo Moreira

O norte-americano Vinnie Moore surgiu como um furacão do rock instrumental nos anos 80. Sua técnica impressionante e seu senso melódico chamaram a atenção de um mercado que tinha concorrentes de peso, como Steve Vai, Joe Satriani,  Jason Becker e muitos outros. Sem muta paciência para discussões mercadológicas e com espírito independente acima de tudo, construiu uma sólida carreira, mas acabou superado em termos comerciais pela concorrência.

“Minha música fala por si. Foi por meio dela que consegui tudo o que consegui e que me levou a tocar com alguns grandes nomes do rock e de outros estilos. Só posso ficar feliz com isso”, diz Moore, que toca no Brasil ainda em maio, após quatro grandes shows com a banda britânica UFO, da qual faz parte desde 2003. Em seus shows solo pelo Brasail terá a companhia de músicos brasileiros – Aquiles Priester (bateria – Hangar), Fábio Laguna (teclado – Hangar), Bruno Ladislau (baixo – Andre Matos) e Gustavo Carmo (guitarra).

De candidato a ídolo mundial da guitarra a um dos mais requisitados músicos dos Estados Unidos, Moore está mais do que satisfeito com o rumo de carreira. A postura no palco com o UFO mostra isso. Norte-americano, demonstra total entrosamento com os amigos ingleses e consegue dar um colorido especial a trechos e solos compostos e executados por um ás do rock, o alemão Michael Schenker.

Aos 49 anos, o guitarrista está feliz com o momento atual de sua carreira. Não achou muito engraçado quando perguntado sobre a sua época de “atleta da velocidade da guitarra”, pergunta que um jornalista der seu país fez ao sueco Yngwie Malmsteen nos anos 90, mas foi educado, mas reticente, não antes de fazer uma ironia: “Para se destacar em meio a excelentes instrumentistas, havia duas maneiras: ter cabelo longo com laquê e tocar hard rock ou ser muito bom. Eu era muito bom e dizem que continuo sendo.”

Leia abaixo trechos da rápida de entrevista de Vinnie Moore concedida ao Combate Rock por e-mail:

“Mind’s Eye” foi considerado um marco no rock peado instrumental quando foi lançado, em uma época que existiam guitarristas de alta qualidade, como Greg Howe, Tony McAlpine, Jason Becker e Marty Friedman, entre outros. O que era preciso para se destacar em um cenário tão concorrido, que ainda tinha Steve Vai e Joe Satriani?

Você tinha que ter muito cabelo grande… Eu acho que é muito simples: você tinha que ser muito bom no que fazia.

Como você estruturou suas apresentações solo? Vai privilegiar material próprio ou haverá canções das bandas de que já participou?

Só tocarei músicas da minha carreira solo.

Como você avalia a sua participação na banda UFO?

Honestamente, eu não penso muito nisso. Acabei de pensar sobre as coisas importantes, como escrever canções e tocar guitarra. Isso é mais do que suficiente para pensar.

Você substituiu um guitarrista com status de lenda, Michael Schenker, que é um virtuoso, mas consegue equilibrar a influência bluesy com o peso do hard rock setentista. Como foi a sua preparação para se adaptar a este estilo?

Eu realmente não tive problemas em me adaptar. Eu estava sempre em blues e rock e por isso é muito natural estar em uma banda de rock, ainda mais uma clássica como o UFO.

Você completou 25 anos de carreira fonográfica no ano passado. Pretende lançar algum álbum ou DVD para comemorar a marca?

Não há planos para um DVD no momento, mas eu estou trabalhando em um novo álbum solo, que já estou gravando.

Qual foi o músico que mais o inspirou?

Foram muitos, não dá para escolher só um. Ritchie Blackmore, Jeff Beck, Larry Carlton, Eddie Van Halen e muitos mais.

Dos álbuns que gravou com o UFO, talvez “You Are Here” seja o mais emblemático, pois foi o resgate de um grupo que passava por momentos tensos. Você concorda com isso?

Eu acho que todos os registros teria sido diferente e não seria realmente considerar qualquer um mais importante do que os outros.

Sua presença no UFO foi comemorada por conta do entrosamento perfeito com o baixista Pete Way, que tem um estilo de pegada mais forte e pesada. Com a saída dele, ainda que temporária, a mudança no modo de tocar com a banda foi muito grande?

Eu não acho que Pete toque novamente conosco. Sua saúde não está muito boa e ele está ocupado com outras atividades no momento.

Serviço São Paulo

Vinnie Moore – Brazilian Tour 2013

Local: Manifesto Bar

Data: 23/05/2013 (Quinta-feira)

Abertura da casa: 20:00h

Horário do show: 21:00h

Ingressos: Meia Entrada: R$ 50,00 – Primeiro lote promocional: R$ 60,00

Camarote: R$ 120,00

Pontos de venda: Manifesto Rock Bar, EMT e Die Hard na Galeria do Rock.

Ponto de venda online: www.ticketbrasil.com.br

 Serviço Santos
Data: 21/05/2013 (terça-feira)
Local: Teatro Municipal
End: Av. Senador Pinheiro Machado, 48
Hora: 19h30
Ingressos: R$ 40,00 (1° lote), R$ 45,00 (2° lote), R$ 50,00 (na porta)
Pontos de venda: Top Shirts (Gonzaga), Sound of Fish (Gonzaga) Reciclarte Cartuchos (Boqueirão), Nautica Tattoo (Praiamar Shopping/Litoral Plaza), Realejo Livraria (Gonaga), Gudstore (São Vicente), Estúdio 3 Acordes (Vila Mathias), Casa Simões (Santos) e Animal Records (Galeria do Rock).
Ponto de venda online: www.ticketbrasil.com.br
Informações: (13) 8128.6420
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