Deep Purple retorna ao Brasil em outubro: veja antes que acabe

Estadão

24 de agosto de 2011 | 06h46

Marcelo Moreira

O baixista Roger Glover, do Deep Purple, gosta de frequentar um restaurante na zona norte de São Paulo, que é de propriedade de um dos maiores fãs da banda no Brasil (será que ainda é dele?). Em uma das vezes que esteve na cidade, comendo bem e bastante naquele local, não cansou de dizer que se sentia em casa no Brasil.

Descontando-se um pouco da demagogia e da mania de agradar ao anfitrião, o fato é que ele realmente costuma dizer isso tambpem fora do Brasil, sempre em coro com o baterista Ian Paice. Pois não é que que a banda voltará pela 11ª vez ao Brasil no próximo mês de outubro para uma miniturnê?

Segundo o site oficial da casa de shows Via Funchal, o Deep Purple fará um show na cidade de São Paulo no dia 10 de outubro e até já definiu os valores dos ingressos: pista premium (R$300,00), pista (R$130,00), mezanino (R$200,00) e camarote (R$300,00).

 Além de São Paulo, o Deep Purple tocará no dia 7 de outubro em fortaleza, no dia 8 em Belo Horizonte, no dia 9 em Campinas (SP) e no dia 12 em Florianópolis. A última vez que a banda passou por aqui foi em 2009, também em uma miniturnê, só que com seis datas.

Formação atual do Deep Purple

Ainda vale a pena ver um show do Deep Purple? Mesmo que não tenha novidade alguma e que não haja novo álbum sendo divulgado por aqui? A resposta óbvia é sim.

O Brasil esperou por 23 anos para ter a oportunidade de ver o grupo ao vivo até que que o quinteto viesse a São Paulo em 1991, com Ritchie Blackmore nas guitarras e Joe Lynn Turner nos vocais – Ian Gillan saíra em 1989, e passaria como artista solo uma única vez no país no ano seguinte, com dois shows históricos em São Paulo, na segunda versão do Projeto SP.

Nas vezes seguintes, já com Ian Gillan de volta, mas sem Blackmore, substituído pelo competente Steve Morse, o Deep Purple sempre fez um show no mínimo ótimo. Em pelo menos duas turnês Gillan subiu ao palco em São Paulo doente, e mesmo assim cantou muito bem.

Assistir a um show da banda é sempre um prazer, seja pela qualidade dos músicos ou do repertório. Um colega de trabalho faz uma compração, guardadas as devidas proporções, com B. B. King. O mestre do blues já veio ao Brasil muitas vezes, e é sempre maravilhoso ver uma apresentação deste grande bluesman.

Da mesma forma que se pdoe dizeer o mesmo de Judas Priest e Whitesnake, não faz muito tempo estiverampor aqui fazendo shows, em turnê conjunta. Eles voltam aos palcos brasileiros para uma sequência de shows que não será menos do que maravilhosa, pela qualidade dos artistas.

É bom que possamos aproveitar e ver mais uma vez uma lenda do rock pesado. Da mesma forma que o Judas Priest anuncia que não deverá mais fazer excursões mundiais – assim como o Scorpions anunciou que vai acabar ao final da atual turnê -, corremos o risco de ver o Deep Purple pela última vez. Melhor garantir.

 

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