Death Angel e Forbidden fazem o revival do thrash oitentista

Estadão

26 de outubro de 2010 | 16h01

Marcelo Moreira

O revival dos anos 80 chegou ao heavy metal bem antes do que se propagandeia em outros segmentos artísticos. O surgimento da onda thrash deste século com bandas como Lamb of God, Mastodon, Evile, Black Tide e Gama Bomb trouxe a nostalgia de volta e o retorno de bandas extintas e que nem faziam parte do primeiro escalão do metal de 25 anos atrás. 

São so casos do Death Angel e do Forbidden, poderosas bandas da chamada Bay Area de San Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos, região que deu ao mundo ícones do rock pesado como Metallica, Testament, Exodus e muitas outras do subgênero.

O Death Angel é formado por cinco descendentes de filipinos liderados pelo ótimo vocalista Mark Osegueda e pelo guitarrista Rob Cavestany. O grupo acaba de lançar seu mais novo CD, “Relentless Retribuition”, uma paulada sonora com o que há de mais moderno e pesado.

E é esse trabalho que a banda mostrará em sua primeira visita ao Brasil no dia 23 de outubro, em sho a ser realizado no Clash Club, casa noturna do bairro da Barra Funda, em São Paulo – local pouco adequado a um show violento de thrash metal.

 A música “Relentless Revolution” – que abre o álbum – e “Truce” mostram as características pesadas e rápidas da banda, remetendo ao excelente álbum anterior, “Killing Season” (2008). Merece destaque a ótima “Claws In so Deep”, com quase sete minutos de duração, mostrando claramente o direcionamento mais atual do Death Angel, com vocais um pouco mais limpos.
Já o Forbidden ressurge com “Omega Wave”. Seu estilo sempre foi uma tentativa de misturar thrash metal cru com power metal, além de influências de música erudita. Esses elementos retornam ao trabalho do grupo neste lançamento, embora as guitarras estejam mais pesadas do que em trabalhos anteriores.
É menos inovador do que o CD do Death Angel, mas traz boas ideias e tem uma produção de primeira linha, algo que a banda nunca teve em sua carreira. Isso fica claro na sequência matadora “Adapt Or Die”, “Swine” e “Chatter”.
Destaque também para a os perfeitos vocais de Russ Anderson, o responsável pelo retorno em bom nível do quinteto, já sem o guitarrista Tim Calvert. Não espere a mesma pegada juvenil e raçuda dos anos 80, mas tenha a certeza de que o material é de boa qualidade.