David Gilmour sai de órbita com The Orb

Estadão

01 de fevereiro de 2011 | 16h27

A presença deste texto no Combate Rock se justifica porque o trabalho conta com a genialidade do guitarrista David Gilmour, do Pink Floyd. Seu instrumento é o guia deste álbum do grupo de pop eletrônico The Orb. Por mais irritante que a música eletrônica seja irritante – e é muito irritante -, a guitarra maravilhosa de Gilmour justifica ao menos uma audição. – MARCELO MOREIRA

Jotabê Medeiros

A sintaxe da guitarra de David Gilmour, do Pink Floyd, é amplamente conhecida por todo o Planeta. Imagine então colocar aquela guitarra no universo da música mais abstrata de museus e galerias, aquela que Brian Eno conhece tão bem. Esse é o efeito de Metallic Spheres – The Orb Featuring David Gilmour.

Vinda da música ambient, house, lounge, a dupla The Orb (Alex Paterson e o produtor Youth) faz seu melhor disco com essa associação com o gigante do rock. O disco é conceitual (duas faixas divididas em temas), todas compostas pelo trio (duas delas também tem autoria de Marcia Mello, violonista, e Graham Nash).

Consta que Gilmour enviou algumas de suas canções inacabadas para o trabalho, que foram lapidados. É como se a trip espacial do Pink Floyd entrasse num buraco negro espacial.

Dark Side of the Moon num club de Guerra das Estrelas. Divertido, intrigante às vezes, mas sempre bastante melódico – não é uma egotrip sem suingue. Percussão e cânticos sufi com batidão de tecno convivem numa boa (os backing vocals são de Dominique Le Vac). Fazia um tempão que não pintava um disco de um ex-Pink Floyd tão bacana.

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