Dave Grohl repudia a música feita por computadores

Estadão

14 de fevereiro de 2012 | 17h00

Marcelo Moreira

Curiosamente, no mês passado, alguém leu um texto que escrevi em janeiro de 2011 desancando a música eletrônica e repudiando a afirmação de que DJ é músico. Reafirmo que, em miha opinião, esse tipo de som não é música e que DJ não é músico – pode até saber tocar alguma coisa, mas quando “discoteca” ele não “toca”. Pois não é que, de certa forma, um figurão do rock pensa de forma parecida, embora não cite nominalmente a música eletrônica?

A banda Foo Fighters, que arrebatou nada menos do que cinco prêmios no Grammy, entre eles o inacreditável “melhor banda de heavy metal”,  deu um exemplo ao exaltar a boa música, a música de verdade. O guitarrista e vocalista Dav Grohl, ao receber o prêmio de Melhor Álbum de Rock, discursou lembrando a importância do “elemento humano” na música, que provocou uma ovação de pé.

Dave Grohl, do Foo Fighters

“Para mim, este prêmio significa muito, porque mostra que o elemento humano na música é que é o importante. Cantar em um microfone, aprender a tocar um instrumento e realizar seu ofício são as coisas mais importantes das pessoas fazerem”, afirmou.

“Não se trata de ser perfeito, não se trata de soar absolutamente correto, não é sobre o que se passa em um computador. É sobre o que acontece aqui (seu coração) e que se passa aqui dentro (da cabeça)”, completou. O discurso foi reproduzido em nota pelo site da revista GuitarLoad.

Fica claro pelas palavras de Grohl que ele repudia a música feita por computadores e que é necessário tocar um instrumento para fazer boa música. Toca-discos ou pick-up não é instrumento. 
 
E embora o músico não tenha citado especificamente a música eletrônica, deixou claro que rechaça os barulhos artificiais prduzidos por computador e sintetizadores. Quem bom que ainda existam astistas que pensem assim – apesar de Grohl ter integrado o péssimo Nirvana.
  

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