Da série 'Verdades Absolutas' – pensamentos e ponderações inúteis

Estadão

02 de abril de 2013 | 12h00

Marcelo Moreira

– Chorão quase foi canonizado pelo novo papa, mas a verdade é que ele era um artista um pouco acima da linha da mediocridade, assim como sua banda, Charlie Brown Jr. Músicas fracas, letras ruins, vocais e arranjos sofríveis, embora os instrumentistas fosse bons.

– Sambô é o nome de uma “banda” de pagodeiros oportunistas que cometeram o crime de destruir clássico do rock ao convertê-los em algo parecido com “samba”. Ficou um lixo, óbvio, mas esses cidadãos conseguiram cinco segundos de fama com alguns vídeos no YouTube assassinando os clássicos roqueiros. A limitação musical deles é evidente, mas fica escandalosa ao se meterem de forma oportunista em um gênero que claramente não conhecem. Oportunismo da pior qualidade

– Fuja correndo de qualquer barulho que tiver a marca de coisas inomináveis como Bonde do Rolê, Madrid e Cansei de Ser Sexy. São muito ruins.

– Por falar em barulho, só para relembrar: música eletrônica é barulho e DJ não é músico, só um DJ. DJ pode ter formação musical e saber tocar algum instrumento, mas quando está “discotecando”, ele não está tocando, apenas “discotecando”.  Misturar sons e mixá-los no computador não o torna “compositor” ou “artista”. Ou seja, é um apertador de botões e um tocador de CDs. Nada mais.

– A figura de Raul Seixas é muito maior do que sua música, o que deveria envergonhar qualquer artista e seus fãs…

– Uma campanha contra bandas que tocam covers (versões de músicas de outros artistas) pelo Facebook está crescendo, adicionando o bordão “Som próprio é o bixo (sic)”. Será que não passa pela cabeça de quem encampa esse tipo de bobagem que a maioria do público pode não querer ouvir som próprio de bandas geralmente bem ruins? Não quer ouvir covers? Então não vá ou mude o canal.

– Os Mutantes são a banda mais superestimada da história da humanidade.

– Quem gosta de Legião Urbana se contenta com muito pouco.

– Chamar Renato Russo de “poeta” é ofender os poetas.

– Quem gosta de Los Hermanos se contenta com menos do que nada.

– Se ouvir alguém criticando artistas de classic rock que vêm ao Brasil com os batidos argumentos “deveriam estar aposentados”, “só estão aqui para tomar dinheiro” e outras estultícies do gênero, apenas lembre-o: ele acha o mesmo de  gente como Paul McCartney e B. B. King, por exemplo?

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