Da fita ao Ipod, do R.E.M. ao Black Crowes

Estadão

12 de agosto de 2010 | 09h26

Daniel Fernandes

Muitos se lembram. Antigamente, muito tempo atrás, a coisa funciona assim: alguém gastava uma grana em um CD. Você pegava aquele CD emprestado e gravava uma fita cassete. Hoje, as pessoas trocam arquivos de MP3 – convertidos ou não para o Ipod.

Foi assim que me chegou, por acaso, o disco tipo ‘melhores momentos da carreira’ do R.E.M.. O disco é duplo, mas ao invés de a banda colocar apenas uma compilação dos ‘maiores sucessos’, resolveu colocar~muito material alternativo – versões acústicas de músicas, demos e quetais. Ótimo disco, que vale a pena ser revisitado por quem gosta de´boa música’ – fica de fora, claro, o nosso amigo ‘Marcelo Moreira Eu Só Gosto de Heavy Metal’.

Recentemente, a banda norte-americana Black CRowes levou a proposta adiante ao lançar nos Estados Unidos – não há previsão de lançamento em terras brasileiras – o disco duplo Croweology. São vinte músicas. Os maiores sucesssos da banda. As músicas mais legais da carreira do grupo. Tudo em versão acústica.

Eles foram para o estúdio e resolveram dar nova vida para velhas canções. Achei o resultado ótimo. Pela qualidade dos novos arranjos, claro, mas também pela postura: “Eu não vou lesar você, velho fã da gente”. O disco, aliás, será seguido de uma turnê pelos Estados Unidos. E depois, tchau, tchau. A banda para por um tempo depois de 20 anos na estrada. Não é o fim do Black Crowes, eles dizem, é um recesso a la Los Hermanos.

Mas não há volta programada. “Seria legal ter um 30º aniversário. Mas devemos parar enquanto todos estão de bom-humor”, disse Chris Robinson, volalista e líder da banda.

Um pouco de Black Crowes

E um pouco de R.E.M.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.