Cyndi Lauper surpreende no blues e Sarah Slean, no jazz

Estadão

31 de agosto de 2010 | 08h45

Marcelo Moreira

Aracy de Almeida cantando tendo como acompanhante Eric Clatpton (ou Jimi Hendrix). Um encontro improvável, como é o da cantora Cyndi Lauper com diversos mestres do blues no álbum “Memphis Blues”. E, justamente por ser improvável, é que o novo trabalho da cantora pop norte-americana, sucesso nos anos 80 com músicas como “Time After Time” se mostra interessante.

Entre as feras que a acompanham estão B.B. King e Jonny Lang. Há poucas surperesas no repertório, com os clichês do blues tradicional e a indefectível “Crossroads”, de Robert Johnson. Apesar de alguns exageros, interpretação de Lauper está contida e bem produzida. A voz pequenina e às vezes irritante foi domada, o que é um grande negócio. Vale a audição.

Também merece uma conferida a carreira da cantora e pianista canadense Sarah Slean, que transita muito bem entre o jazz e o pop.

Versão menos empolada e mais descontraída da também canadense Diana Krall (que toca no Brasil neste semestre), Slean virou queridinha dos cineastas do país. Já compôs, tocou e cantou em trilhas de alguns filmes desde 2005, sendo o mais renomado deles “Passchendaele” (“A Batalha de Passchendaele” no Brasil).

A sua versão de “After the War”, tema composto pelo cineasta, ator, cantor e produtor Paul Gross, ficou várias semanas no topo das paradas canadenses. Seu álbum mais recente é “The Baroness”, de 2008.

Sarah Slean – Out in the Park [Acoustic Version]

Medley de “Memphis Blues” – Cyndi Lauper

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Combate Rock nº 2 – Jimi Hendrix by mmoreirasp

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