Com muito virtuosismo, Slash surpreende e arrebata SP

Estadão

10 Abril 2011 | 11h12

Felipe Branco Cruz

O show da turnê We’re All Gonna Die, do ex-guitarrista do Guns N’ Roses, Slash, foi aberto na quinta-feira, pontualmente às 21h30, ao som solene das primeiras notas do Hino Nacional Brasileiro. Em sua autobiografia, lançada em 2008, o guitarrista afirma que uma de suas maiores brigas com o vocalista do Guns, Axl Rose, era porque ele atrasava os shows em até três horas.

Talvez por isso Slash tenha iniciado a apresentação na hora, respeitando os 4,8 mil fãs que se engalfinharam em frente ao palco durante as mais de duas horas de espetáculo para ouvir sucessos do Guns, do Slash’s Snakepit, do Velvet Revolver, além de composições próprias lançadas este ano, no primeiro disco autoral do guitarrista.

O repertório seguiu mais ou menos a sequência de músicas que Slash vem tocando em sua turnê pela América Latina. Em São Paulo, a música Patience, clássico do Guns, (tocada no Rio de Janeiro) foi substituída por Jizz da Pit, do Slash’s Snakepit. Mas os fãs do Guns não saíram frustrados. Com acordes certeiros, o guitarrista executou sete músicas da sua ex-banda: Night Train, Rocket Queen, Civil War, My Michelle, Sweet Child of Mine, Mr. Brownstone e Paradise City.

Slash mostrou qualidade e intensidade no show de São Paulo (JF DIORIO/AE)

Apesar de ter sido acompanhado de uma eficiente banda, com destaque para o vocalista Myles Kennedy (do Alter Bridge), que segurou bem os agudos característicos de Axl, a grande atração da noite foi mesmo Slash.

O guitarrista ocupava o lugar central do palco e em vários momentos todas as luzes se apagavam, exceto uma que iluminava apenas o músico e sua guitarra, uma Gibson Les Paul. Em dois momentos ele executou solos de, pelo menos, dez minutos cada, na canções Just Like Anything e quando tocou o tema do filme O Poderoso Chefão.

O público também colaborou. Mesmo quando a banda executava canções do novo disco solo, a plateia cantava junto em uníssono as músicas. As melhores canções da nova fase tocadas no show de quinta foram Back From Cali e Beautiful Dangerous, que no disco é interpretada pela vocalista do Black Eye Peas, Fergie. A apresentação de ontem foi uma overdose de virtuosismos.

O ponto negativo foi a má equalização do áudio que saía das caixas de som. O volume parece ter sido aumentado além da conta, incomodando aqueles que ficaram próximos das caixas. Nessa área da plateia foi impossível ficar por muito tempo.

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