Claustrofobia: 'Nossa mensagem é verdadeira, de coração!'

Estadão

14 de junho de 2012 | 17h00

Costábile Salzano Jr. – The Ultimate Music-Press

Com o prestigio de ser considerada uma das principais bandas do metal nacional, o Claustrofobia está divulgando o novo álbum. “Peste”. Marcus D’Angelo (vocal/guitarra), Alexandre de Orio (guitarra), Daniel Bonfogo (baixo) e Caio D´Angelo (bateria) já estão tocando as novas músicas e o grupo atualmente vive um período de glórias e não esconde a felicidade por crescer no tão concorrido cenário do heavy metal.

 Marcus D’Angelo diz como está a expectativa dos músicos para tocar na cidade, a repercussão do novo álbum, além de discorrer sobre o cenário nacional e revelou que já tem material para um próximo disco.

O  som da banda está mais evidente agora em “Peste”. Você acredita que este é o melhor trabalho da carreira do grupo? Fale um pouco mais sobre este disco.

Marcus: Difícil falar se é o melhor! Com certeza é o mais inspirado que fizemos, mas nunca chegaríamos nele se não fossem os outros álbuns. Todos tem seu significado e representa bem o momento de cada época que estávamos vivendo. O que posso dizer é que esse álbum foi composto num momento difícil, com muita coisa engasgada, não tem muito influencia de fora, acho que foi o mais sincero conosco. Tanto parte de letras quanto musical é muito particular mesmo. Claro que você consegue perceber no som a nossa escola, mas a estrutura e intenções que colocamos na pegada foi 100% Claustro! O álbum foi muito bem aceito pelos fãs, então acho que já é um grande passo! O mais legal é que estamos alcançando mais pessoas, a musica do álbum esta forte e a mensagem é verdadeira, de coração!

Vocês recentemente abriram o show do Max Cavalera, com o Soulfly. Como foi esta experiência?

Marcus: Experiência ótima em todos os sentidos, sempre um aprendizado. E ver o Max Cavalera te respeitando e te considerando é realmente inspirador. Até hoje o cara me influencia, foi a segunda vez que abrimos pro Soufly sendo que tocamos em 1998. Só agora tivemos a honra de conhecer e poder conversar um pouco. Isso é muito gás pra gente.

O Claustrofobia é uma banda muito ligada à língua portuguesa. Por que vocês apostam tanto nesse quesito enquanto outras bandas preferem se manter no tradicional inglês?

Marcus: Na verdade, apostamos 100% agora e foi algo natural. A gente sempre teve musicas em português como você mesmo disse. Mas eu costumo falar que o álbum não é em português e sim em “brasileiro”. O nosso fãs sempre nos cobraram e agora sentimos que teríamos cacife e um bom conteúdo pra fazer um álbum inteiro assim, que soasse natural. Temos meio álbum em inglês já composto e vamos lançar não sei quando e posso dizer que estamos realmente felizes com os resultados também. Então, como não temos rabo preso com ninguém muito menos pagamos pau por ai, fazemos o que da na telha e qualquer um pode apreciar que será bem-vindo.

Nos últimos anos, o cenário do Heavy Metal no Brasil tem apresentado diversas bandas de talento vide o caso de vocês, Torture Squad, Shadowside, Violator e muitas outras… Como você tem acompanhado esta evolução da nossa cena?

Marcus: Com certeza existem muitas bandas boas, adoro o estilo Brasileiro de tocar Metal. O tempo dirá quem é quem, cada caso é um caso, tem banda que a vibe é boa pega bem. Posso dizer que no nosso caso entre altos e baixos estamos ai defendendo uma parada que acreditamos desde o começo sem nunca desistir. Não criamos expectativa de nada queremos tocar e sustentar a banda pra manter a união inspirada.

Quais são os seus planos para 2012?

Marcus: Tocar ao vivo, talvez gravar um DVD. Estamos compondo normalmente e assim vai. “Tamo” na guerra! Abraço a todos e nos vemos quinta-feira no show.

Tudo o que sabemos sobre:

Claustrofobia

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.