Clássicos salvam única apresentação do Dimmu Borgir no Brasil

Estadão

11 de março de 2012 | 11h03

Costábile Salzano Jr. – Especial para o Combate Rock

Show básico, honesto e sem muitas firulas. É desta forma que pode ser definida a única apresentação dos noruegueses do Dimmu Borgir pelo Brasil. O grupo tocou, na última terça-feira (06/03), no Carioca Club, em São Paulo, trazendo a turnê que divulga seu mais recente trabalho “Abrahadabra”, lançado pela Nuclear Blast. 

A performance que fechou a excursão erroneamente batizada de “The South American Tour 2012” foi repleta de altos e baixos. Os músicos Shagrath (vocal), Galder (guitarra), Silenoz (guitarra), Cyrus (baixo), Daray (bateria) e Gerlioz (teclados) acertaram no repertório, repleto de clássicos, mas, com certeza sentiram cansaço devido a série de apresentações que passou por Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela, Costa Rica, El Salvador e México. Tanto que, a música “Perfection or Vanity” nem sequer relacionada no set. 

Apesar de “Abrahadabra” não ter caído tanto no gosto dos fãs como o antecessor “In Sorti Diaboli”, o público compareceu em peso e não deixou de exaltar a banda. Como já era de se esperar, o sexteto entrou em cena com as clássicas “Mourning Palace”, “Spellbound (By the Devil)”, “In Death’s Embrace” e “Relinquishment of Spirit and Flesh”. Um inicio extremamente arrasador e digno de longos aplausos. 

Foto: EDI FORTINI

Reis absolutos da cena black metal escandinava, o Dimmu Borgir apostou na agressividade e nas tecladeiras que dão aquele clima macabro em suas composições para tornar sua performance inesquecível. A primeira parte foi praticamente um verdadeiro best of do álbum “Enthrone Darkness Triumphant”. 

Após uma pausa extremamente longa para troca de figurino, reparo na maquiagem e um solo de bateria nada interessante, os noruegueses regressaram ao palco revigorados. “Vredesbyrd”, “Kings of the Carnival Creation” e a homônima “Dimmu Borgir” voltaram a aquecer os ânimos da galera. No entanto, na seqüência, tocaram as novas “Ritualist” e “Gateways”, que impressionantemente passaram despercebidas. O grand finale ficou por conta das magníficas “The Serpentine Offering” e “Progenies of the Great Apocalypse”. 

O bem da verdade é que o Dimmu Borgir ainda sente, e muito, as saídas de Vortex e Mustis. Os novos músicos contratados dão conta do recado, mas não é a mesma pegada e a mesma presença de palco. O mais impressionante do show foi a maestria do baterista Daray, que apesar do solo nada animador, tocou todas as músicas da banda perfeitamente.

 Os fãs animados que só sabiam cantar os refrões saíram satisfeitos, mas os seguidores mais exigentes sentiram falta daquela energia apresentada em 2006, no Credicard Hall. O resultado final foi um bom show, dentro do esperado, com uma produção exemplar, mas o Dimmu Borgir não conseguiu superar a exibição dos seus rivais mortais do Cradle of Filth. Desta vez, nesse quesito, a mágica não deu certo. 

Setlist Dimmu Borgir – São Paulo:

Intro (Crowley Intro)

Mourning Palace

Spellbound (By the Devil)

In Death’s Embrace

Relinquishment of Spirit and Flesh

The Night Masquerade

Tormentor of Christian Souls

Entrance

Master of Disharmony

Prudence’s Fall

A Succubus in Rapture

Raabjørn Speiler

Draugheimens Skodde

 

Second Set

Drum Solo

Vredesbyrd

Kings of the Carnival Creation

Dimmu Borgir

Ritualist

Gateways

Puritania

 

Encore:

The Serpentine Offering

Progenies of the Great Apocalypse

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