Chuck Berry, o pai do rock'n'roll

A seção Mestres da Guitarra é dedicada aos gênios que fizeram e fazem a história do rock. Por isso, nada melhor do que começar por quem deu início a isso tudo - Chuck Berry

Estadão

16 de agosto de 2010 | 16h12

Luciano Paço

A seção Mestres da Guitarra é dedicada aos gênios que, com seus instrumentos, fizeram e fazem a história do rock. Por isso, nada melhor do que começar por quem deu início a isso tudo – Chuck Berry
 
Nome: Charles Edward Anderson Berry – Chuck Berry
Apelido: Pai do rock and roll
Nascimento: 18 de outubro de 1926, em Saint Louis, Missouri (EUA)
Gênero: rock’n’roll, blues

ChuckBerry
 
Para ter uma noção da importância da obra de Chuck Berry, basta dizer que sua música mais famosa (Johnny B. Goode) foi enviada ao espaço na nave Voyager 1  como cartão de visita dos humanos a eventuais extratrerrestres.

 

Berry começou tocando baladas e blues com Johnnie Johnson e, em 1955, foi apresentado a Leonard Chess, da gravadora Chess, por ninguém menos do que Muddy Waters. Logo de cara, suas gravações moldaram o que viria a ser  conhecido como o formato rock’n’roll – um bom exemplo disso é Maybellene, de 1955, que chegou ao nº 5 das paradas nos Estados Unidos. A seminal Johnny B. Goode, com um dos mais famosos riffs do rock, se encarregou de estabelecer o padrão que seria seguido por muitos e por muitos anos.

 

 

Nos anos 60, Berry emplacou sucessos como No Particular Place to Go

  

e You Never Can Tell (incluída em 1994 na trilha de Pulp Fiction, de Quentin Tarantino). Dezenas de suas músicas apareceram entre as top 10, como  Roll Over Beethoven, Sweet Little Sixteen, Route 66 e  Memphis, Tennessee.

 

Seu único nº 1, porém, foi My Ding-a-Ling (1972), nos EUA e Inglaterra.

 

Durante os anos 70, Berry fez várias turnês com uma bagagem mínima. Levava apenas sua guitarra Gibson e contratava bandas locais para os shows. Por vezes, as apresentações, como você pode imaginar, não saíam das melhores. Para completar, é bom lembrar que o pai do rock, com seu peculiar senso de humor, simplesmente trocava de tonalidade durante as músicas só para ver a reação da banda.
 
Deu B.O.
Ao lado da carreira musical, Berry ‘desenvolveu’ uma ‘carreira policial’.  Ainda menor, ficou três anos num reformatório. Motivo: tentativa de assalto.

A coisa piorou em 1959, quando foi condenado a cinco anos de prisão. É que ele levou uma índia apache de 14 anos para trabalhar em seu clube em St. Louis. Foi acusado de entrar com uma menor no estado do Missouri com propósitos sexuais.

Em 1979, mais problemas. Acusado de sonegação de impostos, foi sentenciado a quatro meses de prisão e a cumprir mil horas de trabalho comunitário – pagas com shows beneficentes.
 
Hall  of Fame
Berry entrou para o Rock and Roll Hall of Fame  em 1986. “É difícil pra mim apresentar Chuck Berry, porque eu copiei todos os acordes que ele já tocou!”, disse Keith Richards (Rolling Stones) ao apresentá-lo. No mesmo ano, Richards organizou um grande show para seu ídolo que resultou no documentário “Hail! Hail! Rock ‘n’ Roll” (dirigido por  Taylor Hackford) , com participações de astros do naipe de  Etta James (abaixo), Robert Cray, Linda  Ronstadt, Eric Clapton, o guitarrista dos Stones e, claro, o pai do rock’n’roll.

@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

Aproveite e ouça o programa-podcast Combate Rock nº 1, produzido pela equipe do blog Combate Rock, que analisa e critica os shows internacionais que ainda ocorrem este ano.

Parte1 by mmoreirasp

Parte2 by mmoreirasp

Parte3 by mmoreirasp

Parte4 by mmoreirasp

Tudo o que sabemos sobre:

chuck BerryMestres da Guitara

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.