Catarse coletiva no show do Motorhead

Estadão

26 de setembro de 2011 | 01h03

Felipe Branco Cruz

Motörhead, ao lado do Metallica, era uma das bandas mais esperadas da noite do metal, no Rock in Rio. O interesse pelo grupo era evidente na quantidade de camisetas com o nome da banda que eram utilizadas pelos fãs. Rivalizando em quantidade apenas com o do Metallica. O grupo, liderado pelo mitológico baixista Lemmy Kilmister, entrou no palco às 21h40, com a música Iron Fist.

Ao ouvir o primeiro acorde,  o público foi abaixo, cantando juntos numa espécie de catarse coletiva. Também, não é por menos, já que o Motörhead é uma das mais antigas bandas em atividade que se apresentarão no Rock in Rio. O grupo foi fundado em 1975 por Lemmy Kilmister. Em março, o baixista ganhou ainda mais notoriedade quando foi lançado nos cinemas brasileiros o documentário Lemmy, com sua história.

“Vocês estão prontos para o rock and roll?”, gritou o baixista, com sua voz cavernosa, afinada à base de muito uísque. Dois pontos altos do show foram os solos do guitarrista Phil Campbell e do baterista Mikkey Dee. O antológico solo de Campbell, aliás, já é candidato a entrar para a história do festival.

Lemmy gosta tanto do Brasil que desde a década de 90 inclui em boa parte de seus repertórios a música Going to Brazil, que traz versos que caíram como uma luva neste festival, como “Voando até o Rio, indo pro Brasil”. A canção foi executada no Rock In Rio, levando o público ao delírio.

A apresentação foi encerrada após uma hora e 13 canções depois. As clássicas Ace of Spades e Overkill, as mais aguardadas, fecharam o show com chave de ouro. Certamente a apresentação do Motörhead será uma daquelas que serão lembradas por muitos anos.

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