Cantor resgata amigo imaginário e monta uma banda

Estadão

16 de abril de 2012 | 12h02

Marcio Claesen – estadão.com.br

André Faria diz que o projeto de montar uma banda “surgiu no susto”. Como achava “brega” colocar seu próprio nome no grupo, resolveu resgatar seu amigo imaginário, o Mori, que era apresentado como baixista das covers do Kiss que fazia quando criança junto ao seu irmão. Pronto, nascia o Faria & Mori.

Ao estadão.com.br, André falou sobre como foi montar o grupo e como tem sido a repercussão do belo videoclipe (Precaução) lançado por eles no ano passado.

Como surgiu a banda?

A banda surgiu no susto. Depois de gravar o disco tocando quase tudo, fui chamado para tocar em um canal de TV no Rio de Janeiro. Não esperava o convite, pois nem banda tinha montado ainda. Tive que montar uma banda e subir o show em 10 dias. E foi graças ao Fabio Goes (baixista) e ao Luiz Mattos (guitarrista), que isso aconteceu. Hoje, além deles, há também o Beto Montag (metalofone) e o Thiago Nistal (bateria).

Mori é seu amigo imaginário, certo? Como foi a ideia de resgatá-lo?

O Mori foi meu amigo imaginário na infância, quando eu tinha uns 9, 10 anos. Eu fazia uma encenação para a família tocando e dublando música do Kiss. Minha avó, minha mãe e meu pai eram a plateia. Eu era o guitarrista, meu irmão, o bateirista (eu o maquiava igual ao Gene Simons) e, na falta de um baixista, tinha o Mori – que não existia, mas era apresentado como se existisse.  O Mori ia aos ensaios, ao camarim e fazia parte da banda. Não queria que a banda tivesse meu nome, André Faria, acho meio brega. Por isso lembrei do Mori e o chamei novamente para participar. É como resgatar a vontade de ter uma banda de rock, sem firulas, sem frescuras, sem fofices.

De onde veio a ideia do clipe de Precaução?

A ideia veio do Dulcídio Caldeira, diretor da Paranoid, que testou filmar as pessoas em ultra-slow e fazer como se parecessem estar flutuando. Quando ele ouviu a Precaução, acho que era o link perfeito e me perguntou se eu queria fazer um clipe com ele. Fizemos o casting juntos, só com amigos. Alugamos uma câmera Phantom, que filma centenas de quadros por segundo, e em duas diárias andamos por lugares de São Paulo filmando as pessoas pulando.

Como tem sido a repercussão com o público e quais os planos para esse ano?

Desde o começo a repercussão tem sido muito maior do que eu esperava. O disco ficou entre os 10 mais legais de 2011 em várias publicações, blogs e sites. Tocamos em um especial de bandas novas independentes no final do ano. O clipe passou na Inglaterra e na Austrálias. Não somos uma banda de massa, não pretendemos fazer sucesso. Queremos apenas tocar rock independente, em português, e alto, bem alto.

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