Butcher Babies caem fundo no 'pornô metal'

Estadão

31 Maio 2012 | 18h00

Marcelo Moreira

E não é que criaram o pornô metal? Desde os anos 80 várias bandas, a sério ou não, tentaram brincar temas pornográficos, mas nunca foram adiante. Nunca apareceu uma banda onde o rótulo pudesse ser aplicado, total ou parcialmente, até este ano.

A banda californiana Butcher Babies foi fundo no “gênero” e estabeleceu os pré-requisitos: performances teatrais à la Alice Cooper e Rob Zombie, clima de filme B, abuso do tema terror/horro, algumas letras explícitas, som pesado e rápido e duas vocalistas vindas de um mercado “alternativo” – são ex-modelos que posaram para Playboy americana e, dizem alguns, atrizes com algumas participações em filmes pornôs (fato não comprovado, ainda…). Quem desenterrou essa curiosidade para os roqueiros brasileiros, até onde eu saiba, foi o antenado site musical Collector’s Room.

 

O grupo já tem três singles rolando no YouTube e em algumas rádios norte-americanas. As duas vocalistas cantam praticamente nuas no palco, usando tapa-sexos ao estilo carnaval carioca. Não são excelentes cantoras, berram bastante, mas não são ruins. Só que os instrumentistas da banda mandam muito bem. Heidi Shepherd e Carla Harvey são as  vocalistas, ao do guitarrista Henry Flury (Amen), do baixista Jason Klein (Azdachao) e do baterista Chrissy Warner (Scars of Tomorrow).

O som é barulhento, pesado e veloz, com bastante gritaria. Não chega a ser extremo, mas é um metal bem curioso e que merece maior atenção. O grande hite da banda, por enquanto, é “Mr. Slowdeath”.

 

Mais conteúdo sobre:

Butcher Babies