Bon Jovi mostra vigor de três décadas

Estadão

09 de outubro de 2010 | 15h42

Gabriel Pinheiro – Limão.com

Foram quinze anos de espera. Desde 1995, o Bon Jovi lançou quatro álbuns inéditos e saiu em turnê cinco vezes – todas com o Brasil de fora. Na noite de quarta-feira, o grupo finalmente voltou a se apresentar no País, no Estádio do Morumbi, em São Paulo. E não poupou agrados a uma massa de fãs que engloba pelo menos três gerações.

Jon Bon Jovi – a cara e a voz da banda – estava em um bom dia. No set-list, nada ficou de fora: das clássicas baladas Always e In These Arms, pouco comuns no repertório da banda, às roqueiras Keep The Faith e Bad Medicine, em versões pontuadas por longos solos de guitarra. Nada menos que 26 músicas.

Do novo disco, The Circle, pouco foi mostrado: além dos singles (We Weren’t Born To Follow, When We Were Beautiful e Superman Tonight), apenas outra faixa foi tocada (Work For The Working Man). O público não pareceu se lamentar: foram os momentos de menor empolgação no show.

As declarações de amor do cantor também não faltaram. No meio do show, ao encarar a multidão que chamava o nome da banda em coro, Jon disparou: “Como é bom estar de volta. Quinze anos, isso é embaraçoso… poderíamos voltar aqui todos os anos”. Ponto para ele, que prontamente recebeu mais gritos em resposta. “De uma coisa eu senti falta: o som da voz de vocês gritando”, disse o vocalista em outro momento.

Jon Bon Jovi em ação no Morumbi (FOTO:JF DIORIO/AE)

Quando se vê um show do Bon Jovi, é praticamente impossível não manter a atenção em seu frontman. Fã declarado de Mick Jagger e outros notáveis entretainers, o roqueiro de Nova Jersey parece saber a todo tempo para que câmera olhar e quais caras e bocas fazer para roubar a cena.

Não que os demais não se destaquem. A guitarra de Richie Sambora é impecável, e já rendeu elogios de nomes como Eric Clapton e outros virtuosos. A pulsação da banda é ditada pelas baquetas do discreto (mas essencial) Tico Torres. E o tecladista David Bryan sempre dá um show à parte, brincando com os equipamentos. Mas o motor da locomotiva, sem dúvida, é Jon – a quem os outros se referem como “o chefe.”

Para encerrar a noite, depois de dois bises, Bed Of Roses. Outra daquelas baladas tocadas à exaustão nas rádios brasileiras na década de 1990. Sem dúvida, um ás na manga – à meia-noite e meia, as cerca de sessenta mil pessoas presentes deixavam o Morumbi ainda cantando o refrão: pegajoso, grudento e açucarado. “Balada mela cueca”, dizia um rapaz com camiseta preta que acompanhava alguém que parecia ser sua mãe. Mas quem se importava?

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